Empresas revisam mapa para negócios e miram cidades menores

O novo cenário econômico do país fez as empresas ampliarem o leque de cidades no radar de expansão. Um grupo que antes determinava, por exemplo, uma nota de corte de municípios com mais de 300 mil habitantes para a abertura de novas unidades, hoje considera a entrada em um de 200 mil. Essa mudança acrescenta 54 novos nomes na lista dos locais com potencial.

O critério de população é uma referência, não uma regra fechada, mas serve de ponto de partida na avaliação para abertura de negócios. Fatores como renda e potencial de consumo vêm em seguida na elaboração do estudo de viabilidade. Renner, Kia, MRV e Spoleto, além do setor de shoppings são exemplos da mudança. Mostram também que a alteração não se restringe a apenas a um segmento.

Impulsionada por um agressivo plano de expansão, a Kia considerava, até 2008, cidades com mais de 500 mil habitantes para a instalação de novas concessionárias. A nota de corte passou por duas revisões e, hoje, é estimada em municípios com mais de 180 mil habitantes. “O Brasil está crescendo muito, e o poder aquisitivo da população vem acompanhando esse ritmo; (…) surgem a todo momento novas cidades”, diz o diretor de vendas da Kia, Ary Jorge Ribeiro.

O crédito dá força a esse processo. É o que explica em boa parte a recente revisão da nota da MRV. A construtora passou a considerar cidades com mais de 100 mil habitantes para novos empreendimentos. Antes, olhava só as com mais de 200 mil.