Internet barateia o acesso à elite dos investimentos

A febre das compras coletivas da internet, que abriu as portas do consumidor de varejo aos preços comercializados só no atacado, chegou aos investimentos .

Reunidos pela internet, pequenos investidores da classe média agora podem juntar forças, e suas economias, para aplicar em fundos de investimento e em CDBs (Certificados de Depósito Bancário) de alto rendimento, mas com barreira de entrada na casa de R$ 300 mil. São aplicações sofisticadas, com custos baixíssimos, feitas por gestores estrelados (a maioria independente dos grandes bancos), mas que estão disponíveis somente para dar atendimento personalizado àqueles que investem milhões.

No caso dos fundos de investimento, a saída encontrada para viabilizar os “investimentos coletivos” de centenas de pequenos tíquetes foi criar “fundos de fundos” que aplicam exclusivamente no veículo alvo da aplicação. Esses fundos funcionam como um espelho da aplicação alvo, replicando a variação exata das cotas, com as mesmas regras de aplicação e políticas de resgate.

Além do rendimento e da performance diferenciados, o pequeno investidor tem a vantagem de partilhar a mesma qualidade de serviço oferecida aos grandes aplicadores que, em tese, exigem mais transparência e têm um poder de barganha maior em eventuais disputas com os gestores de recursos.