Desde 1959, ano em que foi criada, a boneca Barbie se reinventou ao longo dos anos, incorporou as últimas tendências de moda, comportamento e se transformou em ícones de cada época. Em 1980, inspirada no mundo real, Barbie absorveu as questões de identidade da comunidade afrodescendente e surgiu estonteante na primeira versão, que enfatizava o orgulho negro.
O exemplar original, criado pela estilista negra Kitty Black Perkins, com longo vestido vermelho, cabelos e adereços de inspiração étnica – é um dos destaques da exposição “Black Barbie – uma celebração da beleza negra”, que acontece de 9 de setembro a 2 de outubro, no Raposo Shopping, de São Paulo. “A Barbie sempre acompanhou e refletiu as tendências de moda, comportamento, culturas e tendências contemporâneas mais diversas. A mostra Black Barbie traz um pouco dessa história e revela a beleza negra por meio das dezenas de moldes de rostos que a boneca recebeu através dos tempos”, afirma Ana Furtado, gerente da Divisão Girls da Mattel do Brasil.
A exposição apresenta 85 bonecas que fazem parte hoje do acervo do colecionador brasileiro Carlos Keffer, dono de uma das maiores e mais valiosas coleções de Barbie. Além das bonecas divididas em 11 grupos temáticos, a mostra reúne imagens do fotógrafo Ricardo Schetty e edições históricas de revistas e LPs que se referem a diversos ícones, de Zezé Motta a Michelle Obama.
Da primeira Barbie negra às versões atuais, o visitante pode observar dezenas de moldes de rostos diferentes que a boneca ganhou. Entre os destaques, o módulo “África Negra” é um impressionante tributo a antigas tradições do continente. Ao lado de exuberâncias como “Barbie, Deusa da África”, “Barbie Nigéria” e a princesa “Barbie Tano”, está a “Barbie Bahia” vestida de branco, o único exemplar produzido em referência a Iemanjá.
Percorrido o continente, outras bonecas reverenciam a arte contemporânea. “Barbie Alvin Ailey”, molde inédito com 12 pontos de articulação e pés em ponta, homenageia a Companhia de Dança Alvin Ailey, reconhecida mundialmente por promover a cultura afroamericana.
Cheia de estilo, a “Barbie Diva do Jazz” captura a atmosfera sombria e esfumaçada dos clubes de jazz dos anos 1930. É a primeira Barbie negra que troca de cabelos, sua caixa foi lançada com três perucas. Na soul music, Barbie incorpora a diva Diana Ross; e no rock, “Barbie Hard Rock Café” surge romântica, com jaqueta militar e saia de tule.
O cinema também inspira outras versões, entre elas a “Barbie Uhura”, charmosa tenente de “Star Trek” interpretada pela atriz negra Zoe Saldana; e “Barbie Bond Girl”, homenagem a Halle Berry, a primeira negra a receber o Oscar de melhor atriz pelo filme “A Última Ceia”, em 2002.
Os 11 grupos temáticos da exposição são: Black Fever: Era Mod e Era Disco; África Negra: Homenagem à África e afrodescendentes; Trend: Estilos Marcantes; Profissões dos Sonhos: Tudo que Você Quer Ser; Alta Temperatura: Praia Animada; Fashion: Passarela da Moda; Divas: Vestidos de Gala; So In Style: Amigas com o Estilo Black nos Dias de Hoje; Porcelana: luxo e sofisticação; Princesas: Celebração da Fantasia; e Casamento dos Sonhos: Noivas e Anjos.

