Moda de luxo demanda profissionais especializados

Desponta no varejo de alto luxo a busca de profissionais com a tarefa de “caçar” talentos, os compradores (buyers), com especialização em desfiles de moda para conhecer as novidades que estarão nas prateleiras. A tarefa chama a atenção no Brasil, na medida em que o aumento da parcela da população que compõe as classes A e B cresce, e o setor de luxo, de modo geral, dispara. Este ano, a previsão é movimentar R$ 20,94 bilhões, ante os R$ 15,73 bilhões gastos por brasileiros em 2010.

Para Martha Graeft, ex-modelo que trocou o interior do Rio Grande do Sul por Istambul, na Turquia, a profissão avança graças ao maior consumo global de roupas de luxo. “Para se tornar um profissional desse perfil precisa entender de moda, venda, logística e comportamento do consumidor, além de promoções.”

Stella Kochen Susskind, presidente da consultoria Shopper Experience, fala que a profissão de buyer é comum no varejo tradicional, e o glamour fica só entre as grifes. “Todas as grandes redes têm esses compradores. Esta moça [a Martha] está inserida no mundo de marcas de luxo. No Brasil, os compradores ainda têm de passar o dia recebendo representantes, muitas vezes fechados em salas de reuniões”, revela.

Já Heloísa Bedicks, superintendente do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa, afirma que os estilistas têm de ficar atentos às boas práticas de mercado, o que ajuda a atrair mais investidores. “Grandes costureiros e confecções que querem crescer e alcançar o mercado globalizado precisam investir em governança corporativa”, finaliza.