A busca pelas “viagens de experiência”, de pacotes personalizados, ganha espaço no setor turístico com o surgimento de um novo perfil de turistas, sejam eles brasileiros, sejam estrangeiros. São pessoas de poder aquisitivo e padrão cultural mais elevado e que já conhecem boa parte do Brasil e do exterior. Agora, seguem afoitos por novas paisagens e vivências e chamam a atenção de empresas como CVC, Visual Turismo, Atlântica Hotels, E.Group e Grupo Accor, entre outras. Elas acreditam que essa área tem potencial de negócio para, em breve, vir a ser a menina-dos-olhos do setor no mercado brasileiro.
Nos roteiros nacionais, a CVC, do fundo Carlyle, e cujo fundador é Guilherme Paulus, aposta em regiões pouco exploradas devido à dificuldade de acesso: Estrada Real (MG), Delta do Parnaíba (PI), Península de Maraú (BA), além da Chapada dos Veadeiros (GO) e Jericoacoara (CE).
Fora do Brasil, a CVC acredita na força de novos roteiros internacionais, como a venda de pacotes para Jordânia, Camboja, Vietnã, Tailândia e Leste Europeu, afirma Priscila Bures, gerente de Comunicação da CVC. “A ideia é atender o turista que já tenha uma certa experiência em viagens e que deseja algo novo. Não se trata, aqui, de turismo de massa, mas de um nicho de mercado que vem se expandindo e é bastante promissor”, observa.
Quem segue o mesmo raciocínio é Renata Honorato, gerente de Marketing e Vendas da empresa E.Group, que começou com a idealização de serviços para viagens segmentadas no Brasil, seguindo uma tendência de outros países. “Oferecemos hotelaria de luxo, com enfoque em gastronomia e na cultura local”, afirma.

