A BR Malls pretende inaugurar pelo menos dois shoppings por ano nos próximos dez anos, segundo Leandro Bousquet Viana, diretor financeiro e de relações com investidores. Nesse trimestre, a empresa registrou uma receita líquida de R$ 131,1 milhões, crescimento de 32,1% em relação ao mesmo trimestre de 2009, e a participação da receita de aluguel mínimo na receita total diminuiu.
No terceiro trimestre, a receita bruta da BR Malls foi de 142,9 milhões de reais, representando um aumento de 32,7% em relação ao mesmo período de 2009. O crescimento de 35,2 milhões de reais é explicado principalmente pelo aluguel mínimo (que aumentou 12%), pelo aumento de custos de prestação de serviços (crescimento de 35,4%) pelo mall e merchandising (aumento de 21,9%) pelo aluguel percentual (aumento de 62,4%), pela taxa de cessão (luvas) e pela receita de estacionamento (crescimento de 114,4%).
A receita bruta dividiu-se em aluguel (65,9%), estacionamento (13,9%), prestação de serviços (7,6%), taxa de cessão (11,2%), taxa de transferência (0,7%) e outras (0,7%). No aluguel, a participação do aluguel percentual foi de 7,3%; de mall e merchandising foi de 8,0% e do aluguel mínimo foi de 50,6%. No mesmo período de 2009, o aluguel mínimo havia contribuído com 80% da receita. “Não foi ela que diminuiu, foram as outras que cresceram, especialmente estacionamento e aluguel variável”, disse o diretor.
Quando as vendas crescem muito, a administradora de shoppings passa a cobrar o aluguel percentual (referente à porcentagem de vendas). O lojista paga sempre o maior valor. Quando o contrato é renovado o valor do aluguel mínimo é reajustado segundo o crescimento das vendas.
Essa é a explicação da BR Malls para a menor participação do aluguel mínimo na receita. A situação tende a se normalizar, uma vez que a administradora vem aumentando o valor dos contratos de aluguel em mais de 20%, e o aumento será mantido caso as vendas continuem crescendo. Os contratos são de cinco anos e cerca de 20% são renovados a cada ano. “Sabemos que existe espaço para a gente continuar subindo aluguel”, disse o diretor.
O custo de ocupação como percentual das vendas dos lojistas caiu 0,3 p.p. em relação ao terceiro trimestre de 2009, chegando a 9,3%. Esse indicador mede quanto custa para o lojista ocupar a loja em relação ao seu percentual de vendas. Grande parte da explicação da queda desse custo é o aumento das vendas dos lojistas, com as vendas por metro quadrado crescendo 18,3% em relação ao terceiro trimestre de 2009. “Se está mais barato que em outros lugares tem mais espaço para reajustar o aluguel”, disse o diretor.

