A arrecadação tributária deve atingir 34,38% do PIB (Produto Interno Bruto) neste ano, atingindo o nível de 2008, quando ela foi de 34,42%.
A estimativa, que indica a carga tributária brasileira (arrecadação de tributos sobre o PIB), foi elaborada pelo mestre em finanças públicas pela FGV (Fundação Getulio Vargas), Amir Khair, que projetou os ganhos do Governo em suas três esferas: federal, estadual e municipal. A metodologia adotada para o cálculo da carga tributária é da Receita Federal.
A estimativa para este ano mostra uma elevação de 0,70 ponto percentual frente ao ano passado, quando a carga tributária foi de 33,67%.
Contribuem para a elevação da carga tributária a redução das compensações e das desonerações que vigoraram no ano passado, como o desconto do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para carros, e a diminuição da sonegação e da inadimplência.
A melhora das condições da economia também influencia o resultado de 2010. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), comparando o período de dezembro do ano passado a agosto deste ano, houve crescimento de 14,6% na produção industrial, de 12,4% na venda de bens e de 7% na massa salarial. Esses itens influenciam respectivamente a arrecadação do IPI, do PIS/Cofins e da contribuição previdenciária.

