Falta espaço para novas lojas nos shoppings de Fortaleza

A indústria de shoppings em Fortaleza tem um baixo índice de vacância, ou seja, poucos pontos de vendas estão disponíveis para novas lojas. O que pode representar um bom movimento neste setor também releva a difícil inserção de novas marcas no comércio varejista da Capital. Quem enfrenta esta dificuldade é o diretor da Franchise Store, Marcos Hirai, que representa cerca de 70 marcas em todo o Brasil. Entre seus clientes, diz ele, 30 têm interesse pelo Nordeste. “O gargalo em Fortaleza é encontrar local para uma nova loja em shopping center”, afirma.

Com isso, Fortaleza deixe de abocanhar parte dos 15% de participação do Nordeste neste setor. No País, são 397 shoppings, sendo 58 na região, o que representa a terceira maior fatia. Em primeiro, está o Sudeste, com 214 empreendimentos (54%) e o Sul, com 77 ou 19% do total. Centro-oeste significa 9% do setor, com 36 shopping centers. Norte tem 12 (3%).

De acordo com Hirai, o público nordestino recebe bem as marcas de fora. “Eles são mais abertos”, analisa. “Prova disso é que as vendas de uma marca nacional em um loja do Nordeste supera as da mesma marca em um ponto no Sudeste. E as marcas preferem entrar, em um novo mercado, pelo shopping center, onde há predomínio das classe A e B entre os consumidores”. Ele conta que com a abertura do Pátio Dom Luís, o último lançamento inaugurado, a empresa levou a Mahogany e a Empório Bijux para a cidade.

Um exemplo da dificuldade em conseguir espaço nestes grandes centros comerciais é o caso da Yoggi, marca do chamado frozen yogurt com 0% de gordura, que tem como donos o apresentador Luciano Huck e o técnico de volei Bernardinho. A marca chega a Fortaleza em outubro, mas em uma loja de rua, na Aldeota.

Segundo Hirai, a Yoggi não conseguiu se estabelecer em um shopping de Fortaleza por falta de ponto disponível. O executivo participou do 11º Congresso Internacional de Shopping Centers e Conferência das Américas que aconteceu na semana passada, em São Paulo. O evento reuniu cerca de 1,2 mil participantes, entre empresários nacionais e internacionais do setor.

O aquecimento deste segmento varejista é refletido também pelo número de novos estabelecimentos. Fortaleza deve receber novos shoppings nos bairros da Parangaba e no José Walter.