Greve dos bancários fecha 33% das agências do país, diz sindicato

A greve nacional dos bancários chegou ontem (04/10) ao sexto dia e as agências fechadas em todo o país representam 33% dos postos existentes, segundo a Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro). Ao todo, 6.527 agências estavam paralisadas nesta segunda-feira, de um total de 19.800.

As cidades de São Paulo, Osasco e região contém a maior parte das novas adesões. Segundo dados do sindicato da categoria, 600 agências e 13 centros administrativos estavam paralisados no dia de ontem. A estimativa é que 29 mil bancários participam da greve, cerca de 22% dos 130 mil cadastrados na base regional do sindicato.

A presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região, Juvândia Moreira, considera o crescimento no número de agências fechadas como um indicativo de que os bancários estão satisfeitos com a pauta de reivindicações. Ela relaciona a adesão de 291 novas agências na região à maior concentração de postos de trabalho em São Paulo.

Os bancários reivindicam aumento de 11% no salário, PLR (Participação nos Lucros e Resultados), vale-refeição, vale-alimentação, auxílio-creche e pisos maiores, além de auxílio-educação para todos e melhores condições de saúde. A Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) informou nesta segunda-feira que aguarda a volta dos bancários à mesa de negociações e disse que a proposta de reajuste salarial, que previa apenas a reposição da inflação (4,29%), era somente o início. A Federação adiantou, no entanto, que ainda considera o reajuste de 11% “exagerado”.

Uma terceira assembleia dos bancários será realizada hoje (05/10), às 16h00, na Quadra dos Bancários (Rua Tabatinguera, 192, Sé – São Paulo).