O ICI (Índice de Confiança da Indústria) apresentou elevou-se em 0,4% entre agosto e setembro, ao passar de 112,9 para 113,4 pontos, considerando-se dados com ajuste sazonal. O aumento no inidcador interrompe uma sequência de três quedas. No período anterior (julho/agosto) houve redução de 0,6%. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (30/09) pela FGV (Fundação Getulio Vargas).
Segundo a FGV, as três quedas anteriores representaram uma ligeira piora nas avaliações sobre a situação presente e melhora das expectativas em relação aos próximos meses. A média do ICI do trimestre julho-setembro (113,3 pontos) supera a média do último trimestre de 2009 (110), mas ainda está abaixo das médias do primeiro e segundo trimestres deste ano, de 115,3 e 115,6 pontos, respectivamente.
O ISA (Índice da Situação Atual) reduziu-se pelo terceiro mês consecutivo. A queda agora, contudo, foi de apenas 0,3%, ao passar de 115,1 para 114,7 pontos, o menor nível desde fevereiro de 2010. Já o IE (Índice de Expectativas) elevou-se pelo segundo mês consecutivo, saltando para 112,1 pontos, o maior desde maio de 2010.
O indicador que mede o grau de satisfação com o ambiente atual dos negócios foi o quesito que mais contribuiu para a redução do ISA entre agosto e setembro, ao atingir 127,2 pontos, o menor desde fevereiro passado. A parcela de empresas que consideram a situação dos negócios como boa diminuiu de 35,9% para 32,9%, enquanto a proporção das que a avaliam como fraca passou de 7,7% para 5,7%.
As perspectivas para os meses seguintes são mais animadoras, principalmente no quesito relacionado à produção, cujo indicador avançou 3,8%, ao passar para 136,6 pontos, o maior desde março deste ano. Das 1.195 empresas consultadas, 49,3% preveem aumento da produção no trimestre setembro-novembro (43,7% em agosto) e 12,7%, diminuição (12,1%).
O NUCI (Nível de Utilização da Capacidade Instalada da indústria) registrou ligeiro acréscimo entre agosto e setembro, de 84,9% para 85%. A média do trimestre julho-setembro de 2010, de 85%, ficou 0,2 p.p. (ponto percentual) inferior à média do segundo trimestre deste ano e 1,1 p.p. abaixo da média recorde verificada no segundo trimestre de 2008.

