Bancos fecham acordo internacional para evitar crises futuras

Representantes de bancos centrais de vários países fecharam neste domingo (12/09) em Basileia, na Suíça, um acordo sobre novas regras internacionais para o sistema bancário, com o objetivo de reduzir o risco de futuras crises. As reformas, apelidadas de Basileia 3, ainda precisam ser oficialmente aprovadas durante uma reunião com os líderes das 20 maiores economias do planeta (G20) em novembro, e só devem entrar em vigor em 2013. De acordo com o plano, fechado no Banco de Compensações Internacionais (BIS), que já foi descrito como “o banco central dos bancos centrais”, as instituições financeiras de países ricos e em desenvolvimento devem triplicar o capital mais básico disponível em reservas para garantir possíveis perdas.

O presidente do Banco Central Europeu, Jean-Claude Trichet, afirmou que as novas regras devem fazer uma contribuição “fundamental” para a estabilidade e o crescimento financeiros de longo prazo. De acordo com o editor de Negócios da BBC, Robert Peston, o acordo é um marco na reforma do sistema bancário. As mudanças devem garantir mais agilidade para absorver futuros prejuízos de crises sem necessidade de pacotes de auxílio com dinheiro do contribuinte. “Os acordos de transição vão permitir que os bancos se adaptem aos novos padrões ao mesmo tempo em que apoiam a recuperação econômica.

Baixas reservas de capital associadas a bens desvalorizados foram um dos principais fatores da recente crise econômica mundial. Apesar do otimismo demonstrado por Trichet e outros especialistas, o acordo fechado neste domingo ficou bem abaixo do que queriam líderes britânicos, suíços e americanos. Mesmo assim, as novas regras devem obrigar alguns bancos a levantar capital com seus acionistas. Além disso, segundo analistas, o acordo pode limitar, pelo menos em curto prazo, os empréstimos de bancos, principalmente na Europa, onde os bancos já enfrentam problemas de baixas reservas por causa de empréstimos já autorizados.