A rotatividade no mercado de trabalho formal brasileiro aumentou nos últimos anos, e o tempo médio de permanência do funcionário no emprego é de apenas 5,1 anos, segundo diagnóstico encomendado pelo Ministério do Trabalho ao Dieese.
O estudo, ao qual a Folha teve acesso, mostra que o entra e sai de trabalhadores no mercado no período de um ano passou de 29,6% para 33,9% entre 2003 e 2008. E a tendência é de recuo da taxa em 2009, devido à crise no mercado de trabalho provocada pelos abalos na economia, mas de novo e expressivo aumento neste ano. Os principais setores afetados pela alta rotatividade no emprego são a construção civil, a agricultura, o comércio e ainda o subsetor de serviços de comércio e administração de imóveis, de acordo com o documento.
Uma das hipóteses para o fenômeno é que patrões e empregados simulem a demissão do funcionário para que ele tenha acesso ao benefício social e possa sacar os recursos depositados no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

