O final de semana continuou seco durante o final de semana no Estado de São Paulo, com as cidades do interior do Estado registrando os piores índices de umidade relativa do ar, com reflexo imediato no atendimento de saúde. Havia filas para atendimento de pacientes com doenças respiratórias em hospitais, como em Presidente Prudente (542 km de São Paulo), onde a umidade relativa do ar chegou a 13%, segundo a Companhia Ambiental do Estado de SP (Cetesb).
“Pela nossa experiência, o fluxo de pacientes dobrou”, disse a enfermeira Daniele de Oliveira, da Santa Casa de Misericórdia da cidade. Nos postos de saúde de São José dos Campos (97 km de São Paulo), o número de atendimentos aumentou 20%, segundo a prefeitura. “Mesmo na manhã de domingo, que costuma ser mais tranquila, o pronto-socorro estava cheio”, disse a enfermeira Adriana Fernandes, do Pronto-Socorro Municipal de Avaré (267 km de São Paulo).
Segundo o médico André Santana, do Hospital Beneficência Portuguesa de Bauru, a baixa umidade resseca as vias respiratórias superiores, o que aumenta a incidência de problemas respiratórios. Em outras cidades do Estado, como Ribeirão Preto (313 km de São Paulo), os valores da umidade foram inferiores a 20%. Em Araçatuba (527 km de São Paulo), o índice chegou a 12%. Abaixo desse patamar, a situação é de emergência, segundo a Organização Mundial de Saúde.
A Defesa Civil e os bombeiros de São José dos Campos estão em alerta devido aos incêndios. Os focos aumentaram 100% em relação ao mesmo período de 2009. Em Piracicaba (160 km de SP), havia, no sábado, três grandes incêndios sendo combatidos e seis pedidos de atendimento, segundo os bombeiros. Em Araras, onde não chove há 47 dias, os níveis dos reservatórios que abastecem a cidade estão baixos e há risco de racionamento de água.
De acordo com o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE), hoje (30/08) não deverá haver mudança significativa da umidade do ar. De acordo com Adriana Iwafhita, técnica em meteorologia do órgão, uma frente fria chega hoje ao Sul e ao Sudeste, o que amenizará um pouco a temperatura, mas não será suficientemente forte para provocar chuvas significativas ou aumentar a umidade do ar, que deve continuar abaixo de 30%.
Segundo o CGE, apesar da ocorrência de garoas no início de agosto, o último registro de chuvas fortes na capital foi no dia 16 de julho, e não há previsão de chuvas durante esta semana.

