Polo Industrial de Manaus prepara-se para aumento de demanda

As indústrias do Polo Industrial de Manaus (PIM) se preparam para atender as encomendas do varejo visando as vendas de fim de ano. No período do Natal, o volume de negócios tende a ser maior e os pedidos do varejo para a indústria devem ocorrer com antecedência, com maior concentração de demanda a partir de setembro.

O presidente do Sindicato da Indústria de Aparelhos Elétricos, Eletrônicos e Similares do Amazonas (Sinaees/AM), Wilson Périco, disse que, diante das contratações de mão de obra temporária que estão ocorrendo no setor, as indústrias já estão produzindo para atender os pedidos do varejo. “As indústrias do Amazonas esperam contratar de oito a nove mil funcionários até o fim do ano”, afirmou. Ele acredita que o televisor deva continuar a ser o produto mais procurado pelos consumidores.

O diretor executivo da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Flávio Dutra, afirmou que a maior parte das indústria já está operando com capacidade total. “As indústrias esperam que as vendas do Natal superem o ano passado e o período da Copa do Mundo”, declarou.

Para o presidente da Associação das Indústrias e Empresas de Serviços do Polo Industrial do Estado do Amazonas (Aficam), Cristóvão Marques Pinto, a expectativa gerada é muito otimista. “Uma grande empresa de eletroeletrônicos do PIM cortou 30% dos pedidos, em virtude das vendas no Sudeste não terem sido tão boas quanto o esperado. Como eles ainda estão com estoque, cortaram parte dos pedidos”, disse Cristóvão. Ele considera que o mercado está aquecido mas é preciso cautela com os pedidos.

A indústria eletroeletrônica registrou alta de 18% no faturamento das principais fabricantes no primeiro semestre deste ano em relação ao mesmo período de 2009, segundo a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee). A alta foi puxada pelos setores de utilidades domésticas (mais 42%), equipamentos industriais (29%), componentes (27%) e material de instalação (24%).

Para todo o ano de 2010, a entidade revisou de 12% para 14% a estimativa de aumento do faturamento, que poderá somar R$ 128 bilhões. A revisão se deve ao desempenho dos segmentos de componentes eletrônicos, GTD (geração, transmissão e distribuição) de energia e utilidades domésticas.