Vendas de imóveis novos crescem 18% no primeiro semestre em SP

As vendas de imóveis residenciais novos na cidade de São Paulo cresceram 18,4% no primeiro semestre deste ano na comparação com o mesmo período do ano passado, segundo dados divulgados nesta quinta-feira pelo Sindicato da Habitação (Secovi) de São Paulo. No primeiro semestre, as vendas somaram 17.005, segundo melhor resultado para o período já registrado pela entidade. O volume é inferior apenas ao contabilizado nos seis primeiros meses de 2008, quando foram comercializadas 19.224 unidades. No segundo trimestre deste ano, as vendas de imóveis residenciais subiram 1% em relação aos três meses anteriores, totalizando 8.544 unidades.

Em relação ao mesmo período de 2009, porém, quando foram comercializadas 9.537 moradias, houve redução de 10,4%. O fraco resultado do trimestre, segundo o Secovi-SP, reflete a queda pontual percebida em maio. O novo ciclo de alta nos juros não alterou as projeções do Secovi-SP para a venda de moradias em 2010. Até o final do ano, a expectativa é de que sejam vendidas entre 37 mil e 38 mil habitações.”Essa perspectiva está dentro da séria histórica, pois, proporcionalmente, as vendas realizadas no segundo semestre dos anos anteriores variaram de 53% a 60%. A exceção ocorreu em 2008, quando a crise financeira instalada mundialmente levou a uma queda na comercialização de unidades residenciais”, diz Celso Petrucci, economista-chefe do Secovi-SP.

De acordo com a Empresa Brasileira de Estudos do Patrimônio (Embraesp), os lançamentos de imóveis residenciais na primeira metade do ano totalizaram 13.566 unidades, montante 66,5% superior ao verificado no mesmo período de 2009. O Secovi-SP lembra, no entanto, que a baixa base de comparação decorrente da crise global impactou os resultados.

Do total de ofertas lançadas, 43% foram de dois dormitórios e 37,2% de três dormitórios. A expectativa é de que os lançamentos cheguem a 33 mil unidades residenciais até o fim do ano, perspectiva que, na avaliação do Secovi-SP, será alcançada. “Seria preciso lançar em torno de 24 mil unidades para atender à expectativa atual de demanda”, ressalta a entidade, em relatório.