América Latina vive “boom cauteloso”, aponta FGV

A América Latina está vivendo uma fase de “boom” do ciclo econômico, pela primeira vez desde julho de 2007, embora uma piora na avaliação de cenário futuro “sugira um boom cauteloso”. A conclusão é de levantamento da Fundação Getúlio Vargas (FGV), em parceria com o instituto alemão Ifo, com base no Índice de Clima Econômico (ICE) da América Latina.

Segundo o estudo, o ICE da América Latina subiu de 5,6 para 6 pontos entre abril e julho. Os consultados fizeram uma avaliação mais favorável da conjuntura econômica presente e o Índice da Situação Atual (ISA) aumentou de 4,7 para 5,8 pontos. No entanto, as expectativas para os seis meses seguintes estão menos otimistas. O Índice de Expectativas (IE), outro componente do ICE, recuou de 6,4 para 6,2 pontos. Segundo a FGV, o declínio no indicador de expectativas é que sugere cautela na perspectiva de crescimento.

De acordo com o estudo, a série histórica do ICE, iniciada em janeiro de 1990, demonstra que um patamar de seis pontos “deve ser interpretado como muito favorável”. O Brasil manteve seu ICE em 7,3 pontos, enquanto Argentina, Chile, México e Paraguai registraram aumento no indicador. Colômbia, Peru e Uruguai registraram recuo no ICE, mas se mantiveram acima de cinco pontos, marca que separa o clima positivo do negativo. Já Venezuela, Bolívia e Equador tiveram queda e ficaram abaixo dos cinco pontos. O Peru lidera o ranking de clima econômico na América Latina, seguido pelo Brasil e pelo Uruguai.