Os juros no crediário variaram de 2,46% a 8,53% ao mês em julho, dependendo do setor. A principal explicação para a variação é a própria competição em cada segmento. Segundo levantamento divulgado pela Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac) na quinta-feira (12/08), no mês passado, o brasileiro pagou menos juros na aquisição de veículos (2,46% a.m.) e mais em artigos de ginástica (8,53% a.m.).
As instituições financeiras determinam os juros baseadas em cinco fatores: custo de captação, depósitos compulsórios, despesas administrativas, margem líquida do banco (lucro) e o risco (inadimplência), que é o único item que pode ter alguma variação por setor. Além da inadimplência, o prazo e a competição ditam a diferença das taxas de juros. A demanda é outra determinante, uma vez que a taxa de juros é reduzida quando a procura pelo produto é baixa.
A taxa média praticada no crediário em julho foi de 5,78% ao mês, 0,10 ponto percentual inferior à taxa de 5,88% a.m. praticada em junho, sendo que todos os setores apresentaram queda em suas taxas de juros no mês passado.

