Endividamento faz classe C poupar menos que a D, diz sócio da Quorum

A classe D consegue poupar mais do que a C, quando analisado o dinheiro guardado como proporção dos ganhos, de acordo com o sócio da Quorum Brasil, Cláudio Silveira. “A incidência da poupança na classe D é muito elevada. Ela que arrumou seu primeiro emprego com carteira assinada ou que saiu do desemprego, a primeira coisa é ter uma conta em banco e o que se oferece primeiro no banco é a poupança”, revelou Silveira.

O motivo para a classe C não poupar, por sua vez, é a tentação do endividamento. “A classe C hoje está endividada, é aquela que fez sua primeira viagem de avião, comprou sua TV de LCD, enquanto a classe D consegue guardar percentualmente do salário mais que a classe C”, disse. A conclusão é feita com base em pesquisa realizada pela Quorum Brasil que aponta quais os investimentos realizados pela classe C, aquela que ganha entre R$ 1,5 mil e R$ 2 mil.

A pesquisa fez a seguinte pergunta: “Qual investimento você recomendaria a um amigo?” A resposta mais dada foi imóvel, com 58% do total. Silveira disse também que a previdência privada tem mais sucesso com as mulheres. “Tem um certo apelo com o público feminino, que faz previdência para os filhos”, ressaltou. Já as ações, de acordo com ele, não chegam ao público da classe C. “Tem muita propaganda de poupança, imóvel, consórcio, mas pouca sobre ações. Quando ouve falar, tem mais citações ruins, que são as que mais aparecem na TV e, se há mensagem de risco, nesta classe não tem possibilidade de dar certo. As ações ainda carregam imagem de serem voláteis e precisam de tempo. A pessoa da classe C não tem tempo”, explicou.