As vendas (líquidas) das redes de farmácias e drogarias chegaram a R$ 13,6 bilhões no ano passado. Esse resultado representa crescimento de 37,6% em comparação ao ano de 2008, segundo a Abrafarma, associação que reúne as 28 maiores redes do país.
Nas vendas líquidas, já estão descontados os impostos pagos pelas redes e a devolução de medicamentos. A melhora na renda da população,que passou a consumir mais produtos de higiene e beleza, a redução da informalidade e o aumento da participação das grandes redes no mercado explica o crescimento das vendas.
Dados da Abrafarma mostram que as redes associadas participavam com 33% do mercado em março de 2006. Neste ano, esse percentual passou para 36%. As 28 redes associadas à entidade têm 5% do total de lojas (3.091). As chamadas “outras redes” (que incluem as associativistas, as de diversos proprietários e as de uma só bandeira) também aumentaram sua participação no mercado de 7% para 11% no mesmo período. E as farmácias de redes de supermercados passaram de 2% para 3%. Nesse mesmo período, as farmácias independentes tiveram participação reduzida de 58% para 49%, apesar de concentrarem maior quantidade de lojas (56.266).
Sérgio Mena Barreto, presidente-executivo da Abrafarma, ressalta que a redução da informalidade tem destaque nos resultados. “Com a adoção do regime de substituição tributária em São Paulo, pequenas e médias empresas passaram a pagar mais impostos. No regime anterior, parte do ICMS não era repassado”, diz.
Segundo ele, as quatro maiores redes (800 lojas) associadas à Abrafarma recolhiam mais de 50% do ICMS do setor. “As demais 13 mil pagavam 50%. Após o regime de substituição tributária, com todo o imposto recolhido na origem, esse “ganho extra” dos pequenos sumiu. E, nesse caso, fica mais difícil concorrer com as grandes redes, que têm na maior escala de compra e venda sua grande expertise.”

