Com o sonho de ser referência para a Região Norte do País a ponto de se tornar uma “nova” rede Pernambucanas, no sentido de ter status no varejo dos segmentos em que atua, a rede varejista Leolar, da família Rocha, cujo lema é “Pode vir forte que eu sou do norte”, é um grupo de negócios composto por lojas de varejo que dominam o comércio no Estado do Pará. A força da empresa no sul da região envolve 60 lojas de várias marcas, mais 15 das quais a serem abertas até o final deste ano, fora um envolvimento na área de siderurgia, o que representa perto de 4,5 mil funcionários na holding, segundo o filho do idealizador da empresa, Andrey Dimitry Rocha.
Entre as redes que os negócios da família envolvem estão as lojas da Leolar Móveis, Borges Informática, Leolar Modulados, Leolar Sound, Leolar Fotografias, Leolar Baby, Ótica Leolar, Provedor de Serviços e Acessos de Internet e também a Maragusa, no ramo de siderurgia, que visa verticalizar o minério de ferro no Estado do Pará. Agora, o Grupo tem como próximo empreendimento abrir o primeiro shopping em Marabá.
Presente em 30 municípios e com a perspectiva de crescer duas casas decimais este ano, e a previsão de inaugurar 15 lojas de varejo, a empresa já executa seu planejamento empreendedor de chegar em 2010 com um quadro de mais de 5 mil colaboradores, prontos para servir seu leque de clientes “com produtos de qualidade, preços baixos e atendimento diferenciado” em lojas distribuídas nos estados do Pará, Tocantins e Maranhão. “Para isso vamos utilizar capital próprio e para a captação de mais investimentos vamos nos utilizar da parceria com o Banco da Amazônia”, contou Andrey Dimitry Rocha, presidente do Grupo.
A médio prazo, o presidente da Leolar conta que deseja atuar na capital do Pará, Belém, mas que isso não tira o seu foco do interior de capitais da Região Norte. Muito se fala sobre as intenções da Leolar de chegar a Belém, mas, segundo as informações do porta-voz da companhia, que passou a ser um grande empresário varejista de Belém nos últimos quatro anos, quando assumiu a presidência da empresa, deixada pelo pai Leonildo Rocha, a capital está fora dos planos em médio prazo.
O carro-chefe são as lojas varejistas que correspondem a 60% do faturamento total da marca e o restante é distribuído de maneira uniforme das redes atuantes. Por questões estratégicas, a Leolar não divulga o faturamento, pois 98% das lojas têm imóvel próprio. Ao contrário de nomes como Ricardo Eletro, a marca pretende crescer de maneira orgânica, ao invés do método de fusões e aquisições. De olho na classe emergente, C e D, a marca parcela as compras em até até 10 vezes com carnê e cartão de crédito. “Hoje parcelamos para todo tipo de cliente que tenha comprovação de renda, independentemente de seu nome estar no Serasa”, explicou Rocha.
Devido aos fortes investimentos do governo federal e de empresas privadas em aço e ouro da região do Pará, a Leolar disse que não poderia ficar para trás, por isso inaugurou a Maragusa em julho de 2007, voltada a minério de ferro e que atualmente possui uma planta industrial e gera 3 mil empregos indiretos para a implantação de três altos-fornos. A planta industrial possui um alto-forno com capacidade para produzir 144 mil toneladas de ferro-gusa por ano. “O aço é um dos pilares que contribuem de forma ativa para o desenvolvimento e a geração de renda da cidade. Não poderíamos deixar de participar disso também, já que atuamos em praticamente todos os segmentos que há na cidade”, diz Rocha.
A marca, que virou referência em Marabá, também será responsável pela construção do primeiro shopping da cidade, o Shopping Pátio Marabá, com previsão de ser inaugurado no primeiro semestre de 2012, junto da bandeira do Grupo Solare e Expresso XXI que irá implantar um hotel ao lado do centro de compras, e receberá um investimento de R$ 150 milhões.

