O mercado de padarias segue a linha de expansão de franquias, supermercados, pizzarias e drogarias que buscam espaços com o maior fluxo possível de clientes. Tanto que a rede Benjamin Abrahão, por exemplo, hoje possui 12 pontos de atendimento em São Paulo, localizados em bairros nobres, e nove delas dentro de universidades, em praças de alimentação de instituições como Mackenzie, PUC e Uninove.
Outra que mira a expansão é a padaria Leão XVIII, que almeja abrir mais uma loja no próximo ano. Além delas, a tradicional butique de alimentos da capital, a Galeria dos Pães, que envolve também a padaria Dengosa, deve expandir fisicamente seu negócio para atender mais clientes. Juntas, as duas empresas possuem um faturamento médio mensal de R$ 1.470 milhão.
A primeira unidade da rede Benjamin Abrahão foi inaugurada em 1976 se chamava Barcelona e ficava na Praça Vilaboim, em São Paulo. A próxima que veio a ter o nome do proprietário, Benjamin Abrahão, foi construída em 1987, agora na Rua Maranhão, no bairro de Higienópolis. Com isso, o negócio foi expandindo e se formou uma rede hoje com 12 unidades em São Paulo, com espaços nas universidades Mackenzie, Uninove Memorial, Uninove Santo Amaro e Barra Funda e PUC. Em outubro de 2007, foi construída a Benjamin Abrahão “Jardins”, com produtos selecionados.
“Diariamente, atendemos aproximadamente 13 mil pessoas, com vendas de aproximadamente 252 mil pães franceses todos os meses, carro-chefe da rede, com o foco no atendimento do público A e B. Oferecemos serviço personalizado como: coffee breaks, coquetéis, brunch e confraternizações, para que o cliente possa ter tudo o que precisa no mesmo lugar”, afirmou Antonio Moraes, Gerente da rede Abrahão.
Localizadas no bairro Bela Vista, em São Paulo, as padarias Galerias do Pães e a Dengosa, que têm como dono Milton Guedes, são exemplos de busca constante por novos conceitos de vender pão. Na Galeria dos Pães , por exemplo, passam cerca de 5 mil pessoas por dia, e o tíquete médio é R$ 9,80. Baseado neste números, o faturamento médio gira em torno de R$ 1.470 milhão por mês, dizem especialistas no varejo.
A unidade menor, porém mais antiga do grupo, a padaria Dengosa estima faturar em média no mês R$ 440 mil, sendo que as lojas atendem o público A e B. Com o diferencial de atendimento, há o aumento pelo serviço personalizado, sendo que a padaria tradicional não segue a regra e de ter o pão francês como carro-chefe, tanto que a empresa atualmente divide seu faturamento em torno 15% cada segmento atuante, que seriam por exemplo as áreas de lanchonete, além de mezzanino, pães, frios, encomendas, mercearia e também bebidas. “Procuramos sempre inovar para atender o nosso cliente. Neste mês, por exemplo, estamos lançando a linha de pão light”, afirmou o dono dos estabelecimentos, Milton Guedes.
No inverno, ele afirma que a pedida são os pratos de sopa servidos no local, que aumentam cerca de 12% o faturamento do estabelecimento. “No inverno as pessoas comem mais em casa. Para isso, por outro lado, elas sempre vêm até a padaria comprar algo para fazer um lanche, ou até mesmo tomar uma sopa com a família”, contou Guedes.
Gestora de projetos direcionados à área de panificação do Distrito Federal, do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Elaine Siqueira diz que o foco do segmento é a diversificar produtos e concentrar-se em pequenas redes para atender o público-alvo. “É uma tendência formar pequenas redes familiares, porém até se formarem grandes é um longo passo”, explicou.

