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06/11/2017
Boletim Econômico - 6 a 10 de novembro
Fonte: Com informação DEPEC Bradesco, Rico Investimentos,
Por: Redação

A semana começa com a agenda esvaziada: ao longo dos dias, deveremos prosseguir nas novidades que envolvem a continuidade do ajuste fiscal do país mas, possivelmente, sem discussões que envolvem a Reforma da Previdência, visto que o Congresso Nacional deverá ter outra pauta nestes dias.

A Confiança da micro e pequena empresa atingiu a melhor marca desde 2015: 52,7. O Indicador da SPC Brasil e CNDL avalia que as condições atuais apresentam melhoras – como o sinais graduais de retomada econômica. Isso faz com que os empresários de menor porte enxerguem condições mais favoráveis para o seus negócios.

Para o presidente da CNDL, Honório Pinheiro, o crescimento do indicador reflete a melhora no consumo das famílias e dos indicadores de vendas do comércio e serviços. “As expectativas geradas pelo fim do ano e, sobretudo, a melhora já observada no desempenho dos negócios contribuem para essa sensível mudança de perspectivas. As reformas estruturais que estão na pauta podem consolidar a melhorado ânimo dos empresários, ao criarem melhores perspectivas para a economia” explica Pinheiro.

De acordo com o levantamento, o componente do indicador que mais se elevou foi o das condições gerais, que avalia a percepção dos empresários sondados sobre a performance da economia e das suas empresas nos últimos seis meses. Em janeiro de 2017, metade dos empresários (51%) diziam que a situação de seu negócio havia piorado. Em outubro, esse percentual caiu para 38%. De forma complementar, a proporção dos que observavam melhora no início do ano era de 16% e, agora, passou para 24%.

 

Destaques da Semana

  • Divulgações contarão com dados de inflação no Brasil e de atividade da China e da Área do Euro

No Brasil, o destaque da semana será a divulgação do IPCA de outubro, na sexta-feira. Espera-se aceleração da variação dos preços, passando de 0,16% de setembro para 0,47% em outubro, em função da mudança de bandeira tarifária, com alimentação voltando ao campo positivo, mas com núcleos ainda bem comportados. Já o IGP-DI, que será conhecido na quarta-feira, deve ter permanecido próximo à estabilidade em outubro, com o declínio dos preços industriais no atacado compensando a alta do preços ao consumidor. Por fim, a Anfavea divulgará os dados da produção de veículos em outubro.

Na agenda internacional, os indicadores a serem conhecidos continuarão a mostrar bom desempenho da atividade global. Destaque para vendas no varejo da Área do Euro. Na China, serão divulgados dados da balança comercial, novos empréstimos e inflação, todos referentes a outubro.

 

Inflação

  • Fipe: reversão da deflação de alimentos explicou a aceleração do IPC em outubro

O IPC-Fipe subiu 0,32% em outubro, conforme os dados divulgados nesta manhã, em linha com nossa projeção (0,32%) e ligeiramente acima das expectativas do mercado (0,28%). A aceleração em relação a setembro, quando o índice ficou próximo à estabilidade, foi explicada pelo avanço dos preços de alimentos, que passaram de uma queda de 0,8% para uma alta de 0,9%. No mesmo sentido, os preços de vestuário reverteram sua queda, avançando 0,2% nesta divulgação. Por outro lado, os preços de habitação recuaram 0,15% no período, após alta de 0,2%. Com isso, o IPC total acumulou alta de 2,3% nos últimos doze meses.

 

Análise de Conjuntura

  • Apesar da volatilidade dos indicadores, os sinais de retomada da atividade vão se consolidando. A taxa de desemprego média dos três meses encerrados em setembro chegou a 12,4%, ante 12,6% observados na divulgação anterior, impulsionado pela ocupação no mercado informal. Além disso, a produção industrial registrou expansão de 0,2% na margem em setembro. Os primeiros indicadores de outubro reforçam a visão de aceleração da atividade econômica. Projeta-se alta de 0,5% do PIB neste trimestre e de 2,8% em 2018.
  •  De forma similar, apesar do aumento dos riscos para a inflação, o cenário prospectivo segue benigno. Há maior pressão nas tarifas de energia e aumento dos riscos climáticos e dos preços de combustíveis. Mas, por ora, a inflação corrente segue bem comportada. O IGP-M registrou alta de 0,20% em outubro, abaixo da expectativa de 0,28%. A surpresa, concentrada no IPA industrial, refletiu deflação do preço do minério e houve desaceleração dos preços in natura, o que ajuda os preços ao consumidor. Adicionalmente, a descompressão da inflação de salários continua a ocorrer, reforçando a leitura de que a ociosidade da economia e a menor inércia inflacionária contribuirão para a manutenção do cenário benigno para inflação em 2018.
  • Diante desse cenário, o Copom sinalizou corte de 0,5 p.p. em dezembro e manteve a porta aberta para novos cortes em 2018. Apesar de ter retirado a menção ao “encerramento gradual do ciclo” na ata divulgada nesta semana, o BC apontou que “houve consenso em manter liberdade de ação e adiar qualquer sinalização sobre as decisões futuras de política monetária”, após a reunião de dezembro, à evolução do cenário prospectivo. Assim, as condições econômicas na reunião de fevereiro, com inflação e expectativas sob controle e retomada gradual da atividade, permitirão um último corte de 25b.p., levando a Selic para 6,75%.

Perspectiva semanal

  • No Brasil, o destaque da semana será a divulgação do IPCA de outubro. Esperamos aceleração de 0,16% de setembro para 0,47%, refletindo a mudança de bandeira tarifária, alimentação voltando ao campo positivo mas núcleos bem comportados.