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18/12/2017
Boletim Econômico - 18 a 22 de dezembro
Fonte: Depec Bradesco, Relatório Rico
Por: Redação
Destaques da Semana 
- Na agenda doméstica, o Relatório Trimestral de Inflação deve trazer novas discussões sobre a trajetória prospectiva da inflação, assim como a atualização dos modelos do BC – que podem incorporar revisão baixista para 2017, mas devem se manter estáveis para 2018 e 2019. No relatório, o BC tende a reforçar a mensagem de baixos níveis de inflação observados em serviços e núcleos. O IPCA-15 de dezembro deve corroborar essa leitura benigna da inflação, com núcleos baixos e com alimentação ainda em deflação. Os dados de inflação nos EUA e na Área do Euro serão os destaques da semana na agenda internacional. Nos EUA, o PCE de novembro deve reforçar a visão de cenário de inflação em trajetória ascendente lenta em direção à meta, ao passo que o CPI da Área do Euro deve mostrar núcleo bem comportado, mesmo que o índice cheio possa vir mais pressionado por conta dos preços de energia mais elevados. Assim, o binômio atividade aquecida e inflação bem comportada nas economias avançadas deve continuar sendo destaque nesta semana. 
 
Atividade 
- Avanço do IBC-Br em outubro reforça cenário de retomada gradual da atividade 
O IBC-Br, proxy mensal do PIB, subiu 0,3% na passagem de setembro para outubro, ajustado para os efeitos sazonais, conforme divulgado há pouco pelo Banco Central. O resultado superou a mediana das projeções do mercado que indicavam estabilidade do indicador. Na comparação interanual, houve alta de 2,9%. Esse resultado corrobora nossa expectativa de retomada gradual da atividade econômica, com crescimento do PIB no quarto trimestre. Já para 2018, esperamos uma aceleração do crescimento ao longo do ano, com expansão de 2,8% do PIB.
- CNI: Confiança do consumidor fica estável em novembro 
O Índice Nacional de Expectativa do Consumidor, calculado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), ficou praticamente estável entre outubro e novembro, alcançando 101 pontos. Esse resultado corresponde a uma alta de 0,1 ponto do indicador, descontados os efeitos sazonais. A estabilidade na margem refletiu movimentos opostos de seus componentes, com recuo dos índices de endividamento e expectativa de renda, e melhora dos indicadores de expectativa de desemprego e de compras de bens de maior valor. Esses resultados heterogêneos corroboram nossa expectativa de uma retomada gradual da atividade ao longo dos próximos meses. 
- IBGE: setor de serviços recuou na passagem de setembro para outubro 
O volume de serviços prestados às famílias e empresas recuou 0,8% entre setembro e outubro, descontada a sazonalidade, segundo a Pesquisa Mensal de Serviços divulgada na última sexta-feira pelo IBGE. Na comparação interanual, a queda foi de 5,0%, mais intensa que a retração esperada pelo mercado, de 0,8%. Esse movimento foi explicado pelo recuo de quatro das cinco categorias que compõem o índice, com destaque para a queda de 2,3% do volume de serviços prestados às famílias. A receita nominal, por sua vez, recuou 0,2% na margem e subiu 5,0% na comparação interanual. Apesar dessa surpresa negativa, mantemos expectativa de retomada da atividade do setor, ainda que de forma gradual.
 
Análise de Conjuntura 
- O BC sinalizou que cortará os juros até 6,75%, mantendo a possibilidade de ir além se cenário for mais favorável do que o esperado. Na ata da última reunião, o Copom manteve o tom muito semelhante ao do comunicado da sua última decisão, sinalizando que na próxima reunião uma redução moderada do ritmo de corte parece adequada se o cenário evoluir como esperado. Ao mencionar que alguns componentes da inflação estão comportados, ou baixos, e que a atividade se recupera gradualmente, o BC reconhece que as condições requerem juros abaixo do neutro. A posição expansionista da política monetária sugere, entretanto, cautela daqui em diante. Mantemos nosso cenário de Selic caindo para 6,75% em fevereiro, mas caso o cenário evolua com surpresa baixista nos dados de inflação ou retomada fraca da atividade, não podemos descartar que ocorram cortes adicionais de juros. 
- A atividade doméstica continua com ritmo bastante gradual de recuperação. As vendas no varejo recuaram 0,9% em outubro, após terem mantido bom ritmo desde o 2° trimestre. O volume de serviços também recuou, 0,8% no mês, ainda sem registrar um movimento continuado de recuperação. Entretanto, com a melhora incipiente no mercado de trabalho, confiança em patamares elevados, redução da taxa de juros e concessão de crédito melhorando para pessoa física, esperamos resultados melhores nos próximos meses. Ainda assim, vale a ressalva de que o ritmo de recuperação tem ficado ligeiramente aquém da nossa expectativa. Os indicadores antecedentes da indústria apontam também para um resultado fraco em novembro, caracterizando um quarto trimestre abaixo do esperado. 
 
Tendências de Mercado 
Os mercados acionários iniciam a semana em alta, impulsionados pelo otimismo em torno da votação da reforma tributária dos Estados Unidos nesta semana. As bolsas asiáticas fecharam o pregão no campo positivo, com destaque para a alta de 1,5% do índice de Tóquio, impulsionada pelas ações do segmento financeiro. As bolsas europeias operam em alta, assim como os índices futuros das bolsas dos Estados Unidos. No mercado de divisas, o dólar deprecia ante as principais moedas dos países desenvolvidos, com exceção do iene, que segue praticamente estável à espera da reunião de política monetária do Banco do Japão, nesta quinta-feira.  
No mercado de commodities, as cotações do petróleo avançam, após a divulgação dos dados semanais dos EUA, na última sexta-feira, que mostraram recuo da perfuração de novos poços. As principais commodities agrícolas são negociadas em alta, com exceção da soja e do algodão, enquanto os preços dos metais industriais apresentam leves ganhos. 
No Brasil, o mercado deve reagir ao resultado do IBC-Br de outubro e às projeções contidas no relatório Focus, divulgados há pouco pelo Banco Central.