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13/11/2017
Boletim Econômico - 13 a 17 de novembro
Fonte: DEPEC Bradesco, Boa Vista SCPC, SPC Boa Vista e CN
Por: Daniela Santos
O mercado nacional segue atento aos dois movimentos que trouxeram nervosismo a bolsa na semana anterior: (i) possibilidade / negociações que envolvem a reforma da Previdência no Brasil e (ii) a reforma tributária nos EUA, que deve ser votada esta semana no plenário da Câmara dos Representantes. No lado corporativo destaque para os balanços de hoje da Petrobras, Eletrobras, Marfrig e JBS, após o fechamento dos mercados. Por fim, no lado das commodities, o petróleo opera em leve alta e as ações de mineradoras recuam nesta manhã na Europa.
 
Expectativas do mercado permaneceram praticamente inalteradas na última semana 
O mercado elevou ligeiramente suas estimativas para a inflação deste e do próximo ano, segundo estimativas coletadas até o dia 10 de novembro e divulgadas há pouco pelo Relatório Focus do Banco Central. A mediana das expectativas para o IPCA deste ano subiu de 3,08% para 3,09% e a de 2019 passou de 4,02% para 4,04%. Já a mediana das expectativas para o crescimento do PIB permaneceu em 0,73% para este ano e em 2,50% para 2018.  As expectativas para a mediana da taxa Selic mais uma vez não se alteraram, permanecendo em 7,0% para ambos os anos. Por fim, as projeções medianas para a taxa de câmbio para o final deste ano e do próximo permaneceram em R$/US$ 3,20 e R$/US$ 3,30, respectivamente.
 
Análise de Conjuntura 
- A inflação de curto prazo continua apresentando núcleos bem comportados. A aceleração do IPCA, de 0,16% em setembro para 0,42% em outubro, se deveu em parte à menor deflação dos preços de alimentos. 
Mas as redes de alimentação, principalmente, devem estar atentas: próxima safra nacional de grãos deve ser menor, gerando pressão sobre os preços de produtos agrícolas, de acorodo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). 
Considerando a média entre o limite inferior e superior, a área plantada está estimada em 61,5 milhões de hectares, o que representa uma ampliação de 1,0% ante a safra anterior. As principais culturas com expansão prevista de área são o algodão (10,9%), e a soja (3,1%). 
No sentido contrário, a área plantada de milho deverá sofrer redução de 3,0%. A produção está estimada em 225,4 milhões de toneladas, recuando 5,5% em relação à safra passada, considerando o intervalo entre os limites inferior e superior. Isso porque as estimativa da Conab indicam queda de produtividade, considerando previsão climática, investimento em tecnologia, entre outros. 
As estimativas são de redução de produção para o arroz, o feijão, o milho e a soja. 
 
- Após três meses consecutivos de alta, houve acomodação da produção de veículos em outubro, com recuo de 2,2% (descontando os efeitos sazonais), segundo a Anfavea. Entre os segmentos, as principais quedas ocorreram em automóveis e caminhões, com baixas de 2,7% e 1,8%, respectivamente. Em sentido contrário, a produção de comerciais leves e ônibus avançaram 1,6% e 4,1%, no mês.
 
Consumidores e Crédito
- 59,3 milhões de brasileiros estão com o nome negativado, mostra estimativa do SPC Brasil e CNDL. houve um aumento de 0,20% na quantidade de inadimplentes na comparação entre outubro deste ano com o mesmo mês do ano passado.
Na comparação mensal entre setembro e outubro, o indicador apresentou aumento de 0,5%. O SPC Brasil e a CNDL estimam que o Brasil encerrou outubro com aproximadamente 59,3 milhões de brasileiros com alguma conta em atraso e com o CPF restrito para contratar crédito ou fazer compras parceladas.  O número representa 39% da população com idade entre 18 e 95 anos.
“A estimativa tem se mantido estável desde o início de 2016. Por um lado, as dificuldades do cenário recessivo fazem crescer o número de devedores, e por outro a maior restrição do crédito e queda na propensão do consumo age na direção contrária, limitando a tomada de crédito e o crescimento da inadimplência”, explica o presidente da CNDL, Honório Pinheiro.
A economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, afirma: “A tendência de estabilidade da estimativa deve se manter nos próximos meses.”
 
- Fatura do cartão de crédito aumentou em setembro para 41% de seus usuários. Os dados são do Indicador de Uso do Crédito calculado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). A média da cobrança foi de R$1.008. Os itens de primeira necessidade como alimentos em supermercados (64%) e remédios (55%) foram os mais adquiridos por meio do cartão de crédito. Produtos como roupas (38%), idas a bares e restaurantes (36%) e combustível (29%) ocupam as demais posições do ranking de gastos feitos com o chamado ‘dinheiro de plástico’ no último mês de setembro.
Porém, esses mesmos consumidores afirmam que pretendem reduzir as compras no cartão em outubro. Excluindo os itens de supermercado, os produtos que os consumidores planejam adquirir ao longo deste mês de novembro são em sua maioria remédios (17%), roupas, calçados e acessórios (16%), recarga para celular pré-pago (14%), perfumes e cosméticos (11%), eletrodomésticos (8%), materiais de construção (7%) e idas a salão de beleza (6%).