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11/07/2017
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Varejo tecnológico
Por: Daniela Santos
Fonte: Sem fonte

Mais do que um revolução, a tecnologia passa a ser peça-chave no varejo e nos shoppings

 

Enquanto acompanhamos os debates sobre as reformas tributárias e trabalhista, talvez um dado específico tenha perdido nossa atenção: o das vendas no e-commerce. Embora o número, no Brasil, não chegue a 5% de tudo o que é comercializado, podemos usar outros filtros mais significativos – como da Magazine Luiza. A rede anunciou que as vendas online, em 2016, chegaram a 25% do total. Ou seja: um de cada quatro produtos foram vendidos digitalmente.

Mas não é só essa reforma tecnológica que precisa ser implementada: os shopping centers e grande parte das lojas mantem operações muito semelhantes há mais de 20 ou 30 anos. Softwares de gestão, aplicativos, tecnologias para o ponto de venda: há muitas opções para modernizar o setor e, ainda, aproximá-lo do consumidor, cada vez mais conectado e assertivo em suas compras.

 

Gestão e Educação

A Intranet Mall é uma plataforma que integra a administração de shoppings e seus lojistas. Utilizada por mais de 110 centros de compras em todo o Brasil e contemplando mais de 20 mil lojistas como usuários, permite um total controle das atividades e comunicações com cada loja, através de um sistema intuitivo, possibilitando uma interação com o lojista de forma automatizada e online. Todos os processos manuais, planilhas e formulários impressos são substituídos, garantindo redução de custos, economia de recursos e aumento da produtividade da equipe interna do empreendimento. “São mais de 3,5 milhões de folhas economizadas nos processos gerados através da ferramenta”, resume Cassiano Antequeira.

Ele explica que “a busca por agilidade e praticidade nos processos entre a administração e os lojistas de shopping é um dos principais objetivos no funcionamento do Intranet Mall que, em contínua evolução, reduz cada vez mais a burocracia, tempo de resposta e utilização de recursos, o que impacta na redução dos custos dos processos”, diz.

Também estão lançando o Mall Play, um canal com conteúdo exclusivo para lojistas e funcionários de lojas, que tem como objetivo impactar 100 mil colaboradores de lojas em shoppings de todo o Brasil. “Com conteúdo desenvolvido pela Alshop Educacional, o canal apresentará aos lojistas e colaboradores dicas e conceitos do varejo de shopping center, com o objetivo de qualificar e melhorar a mão de obra nos centros de compras”, explica. "Nós precisamos ter experiências para tentar inovar nesse mercado porque essa onda digital não vai parar", ressalta Antequeira, que prepara o lançamento de outras soluções – com opção de compra online diretamente do shopping mais próximo, emissão de cupons de desconto e vitrine virtual – ainda para 2017.

 

Modelo de vendas

Atenta às transformações no comportamento de compras, a TOTVS reuniu diversas soluções tecnológicas na “Loja do Futuro”. Instalada em sua sede, a loja coloca em prática a evolução e une o ambiente físico ao digital. “Somamos as experiências de importantes aquisições e criamos algo melhor e único. Estamos mostrando o resultado dessa consolidação e que somos, não só líder em tecnologia, mas também o parceiro na transformação digital dos nossos clientes”, explica Ronan Maia, vice-presidente de Distribuição e Varejo da TOTVS.

Por meio de diferentes tecnologias, é possível vivenciar uma nova forma de consumo, baseada em uma melhor experiência para o público. O objetivo é mostrar ao setor que há muitos recursos a serem explorados e que todos já estão disponíveis e ao seu alcance. As seis “experiências” formatadas nessa loja são:

  • Click & Collect – É uma experiência multicanal. Por ela, o cliente faz o pedido por meio da plataforma TOTVS e-commerce; escolhe a loja para a retirada inserindo um CEP, para encontrar o local mais próximo, e busca a mercadoria no ambiente físico.
  • Totem interativo – Totens de autoatendimento são usados de várias formas no varejo, desde catálogo de produtos até informações para serviços da loja e relacionamento. Nessa solução, o consumidor poderá se cadastrar no programa de fidelidade, inserindo dados básicos e preferências de consumo. 
  • Sensor de presença – É uma experiência de boas-vindas. O consumidor, após instalar o aplicativo da loja no seu smartphone, é identificado assim que entra na loja. Os vendedores, então, recebem uma notificação com as informações do cliente e sugestões de produtos para apresentar. Desta forma, a equipe de vendas já sabe antecipadamente o perfil deste consumidor e a melhor forma de atendê-lo.
  • Mesa Interativa – É um monitor sensível ao toque que interage com o cliente. Nele, é possível reproduzir filmes, comerciais, elaborar algum tipo de jogo ou aplicativo de entretenimento, atuar como central de informação, entre outros. O objetivo desta experiência é o consumidor interagir com a loja, escolhendo os produtos de sua preferência de forma inovadora e com acesso a um conjunto de informações ricas. 
  • Gestão de preço – Nessa experiência, a comparação entre os preços da loja, online e física, e da concorrência estão em um tablet, com acesso rápido aos indicadores de faturamento, venda e top ranking de produtos (mais e menos vendidos). Com base nessas informações, o gestor tem uma visão clara de quando seus preços estão mais caros que a concorrência e, a partir disso, pode decidir por diferentes ações comerciais, com atualização automática das etiquetas eletrônicas. É uma experiência de gestão para a tomada de decisões de forma simples e ágil.
  • Pick & Go – Nessa última etapa da jornada, a experiência oferecida é a mais disruptiva e ousada de todas. A ideia é permitir que o cliente escolha um produto na loja e, com leitura do código de barras pelo celular, obtenha diferentes informações sobre o produto, além do preço, nota de satisfação e avaliações de outros clientes que já compraram aquele produto. Ele coloca o produto na cesta de compras, faz o pagamento com um clique e pode sair da loja sem, obrigatoriamente, ser abordado por um vendedor.

 

É a evolução tecnológica mudando os paradigmas da conversão no varejo. “A tecnologia é o menor problema do varejo”, afirma Maia. Segundo ele, as soluções já existem e podem ser usadas imediatamente para atender à realidade dos novos consumidores, unindo digital e físico, sejam tecnologias para mudar o jeito que o vendedor aborda os consumidores ou a forma como os gestores lidam com o negócio – e isso leva à personalização que o cliente quer.

“Sabendo de tudo isso, o que exatamente você está fazendo no planejamento estratégico anual do seu negócio? O comportamento e o perfil de consumo estão mudando... como você está contemplando isso?”, questiona o vice-presidente da TOTVS. "Temos descoberto que os clientes veem, entendem, mas ainda falta o passo inicial para começar a utilizar essas ferramentas para aumentar a conversão", finaliza.