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12/07/2017
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Compre e ganhe?
Por: Daniela Santos
Fonte: Sem fonte

Tradicionais campanhas promocionais para as datas comemorativas já não garantem aumento de fluxo e vendas

 

Os tradicionais sorteios de carros por meio do “compre e ganhe” , febre entre os shopping centers, já não surpreendem mais os consumidores. Segundo pesquisa da GSGroup, no Natal de 2015, dos 192 shopping centers pesquisados em todo território nacional, 93% realizaram algum tipo de promoção para atrair consumidores e ampliar vendas; 88% realizaram campanhas de sorteio de prêmios e 62% que fizeram a promoção decidiram sortear automóvel.

Porém, os resultados já de fluxo e faturamento já não são os de antigamente.

A mesma empresa repetiu a pesquisa no Dia dos Namorados, terceira data mais improtante do varejo e detectou que as ações promocionais tiveram duração menor - até 15 dias - num reflexo imediato ao corte de verbas par a área de marketing.  

Para Fernando Gibotti, Diretor de Inteligência da GS, os reflexos dão a entender que o cenário para o varejo no segundo semestre seria desastroso. No entanto, o especialista no setor acredita que a curva de baixa deve se inverter nos próximos meses.

“O varejo é o primeiro setor a reagir positivamente frente a uma melhora na economia. Na crise, as pessoas se protegem do endividamento e do desemprego reduzindo drasticamente o consumo. Porém, reiniciam as compras assim que vislumbram pequenos sinais de otimismo”, disse.

Outros dados do Orange Paper do Dia dos Namorados registraram ainda queda até   mesmo no valor do automóvel que é tradicionalmente sorteado nas campanhas. Ou seja, este é um mercado que carece de inovação e criatividade, principais aliados para aproximar e atrair o cliente para dentro dos shoppings.

 

Fidelidade que dá frutos

Para suprir a lacuna deixada pela falta de efetividade das campanhas de “compre e ganhe”, pode-se aderir às recompensas. Algumas empresas já oferecem cartões e programas de fidelidade específicos para shopping centers e asseguram que as recompensas atraem mais os consumidores do que os prêmios tradicionais. Além de não precisarem aumentar o valor das compras, os clientes dos shopping centers veem na possibilidade de somar pontos em várias visitas e compras como um atrativo.

Atenta a esse mercado, a Banco de Pontos Fidelidade (BPF) criou o Shopping Pontos, uma tecnologia específica para os shopping centers. A plataforma é customizada para cada empreendimento e disponibiliza um aplicativo para os usuários - disponível para IOS e Android. Assim, o consumidor pode somar pontos desde a entrada no shopping, ao consumir produtos e serviços nos estabelecimentos locais ou ao fazer check ins, e é convidado a resgatá-los de diversas formas, como em leilões virtuais.

“As recompensas e produtos dos leilões devem ser retirados nos próprios estabelecimentos dos shoppings centers, assim além de premiar o consumidor pela sua compra e ida ao local, você cria um relacionamento com ele, incentivando-o a voltar e se conectar com a marca”, explica Rosangela Ferro, Diretora de Novos Negócios da BPF.

Além da fidelização, o Shopping Pontos do BPF possibilita também ao administrador a possibilidade de identificar e conhecer melhor o seu o público, suas afinidades e seus hábitos de consumo. Com base no mapeamento deixado pelos rastros digitais dos internautas, a tecnologia BPF desenvolve uma matriz de informação com os principais hábitos e preferências do consumidor. A partir daí, dentro do conceito de neuromarketing os shoppings e lojistas podem trabalhar em uma comunicação muito mais personalizada com o público frequentador.

A executiva lembra, ainda, de outras dificuldades atravessadas pelos consumidores (como as filas para preencher cupons ou trocar as notas fiscais) e os próprios empreendimentos (a burocracia para registar uma promoção e os sorteios na Caixa Econômica) como vantagens na avaliação e adesão aos programas de fidelidade.

“Oferecemos uma estratégia única de relacionamento com o consumidor. Queremos transformar a experiência de troca de pontos em uma experiência de alto grau de satisfação para o usuário. Como consequência, aumentar o fluxo de pessoas, expandir as vendas, fidelizar, transformar as informações do público em dados que poderão ser utilizados em campanhas, além de gerar engajamento”, finaliza Rosangela. 

 

Reportagem publicada, originalmente, na Revista Alshop 247