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16/10/2017
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Boletim Econômico - 16 a 21 de Outubro
Por: Daniela Santos
Fonte: Boa Vista SCPC, SPC e CNDL, DEPEC Brasdesco e Robe

Dia das Crianças

Dados da Boa Vista SCPC confirmaram as expectativas positivas para o Dia das Crianças: as vendas cresceram 2,7% em relação ao mesmo período de 2016. O dado revela alta após dois anos consecutivos de queda (-4,2% em 2016 e -3,4% em 2015). Em comparação com as demais datas comemorativas do ano, o Dia das Crianças também volta a demonstrar maior otimismo do consumidor em suas compras. Dessa forma, a elevação segue em linha com a tendência de aumento do comércio e da atividade econômica em geral, ambiente que contempla um reaquecimento gradual do mercado de trabalho e retorno do consumo das famílias. A pesquisa foi realizada entre 1º e 12 de outubro.

O estudo do SPC Brasil e CNDL é um pouco mais otimista: o relatório aponta aumento de 3% nas vendas, considerando os dados de consulta para pagamentos a prazo. As consultas realizadas entre 5 e 11 de outubro asseguram ter sido primeiro ano de crescimento após três anos consecutivos de retração e a primeira data comemorativa de 2017 com aumento expressivo: Páscoa (+0,93%), Dia das Mães (-5,50%), Dia dos Namorados (-9,61%), Dia dos Pais (-2,18%).

No ano passado, as vendas no Dia das Crianças haviam registrado uma variação negativa de -9,02%. Em anos anteriores, os resultados foram de -8,95%  (2015),   -1,50% (2014), +3,15% (2013), +4,83% (2012), +5,91% (2011) e +8,5% (2010).

Ambos os relatórios corroboram a estimativa feita pela Alshop. 

 

Vendas no varejo e indicadores coincidentes reforçam recuperação gradual

De acordo com o DEPEC Bradesco o comércio varejista e indicadores coincidentes reforçam cenário de recuperação gradual, porém consistente da economia brasileira. As vendas do comércio varejista ampliado, mostraram expansão de 0,1% em agosto e de 7,6% ante mesmo período do ano passado. As maiores contribuições vieram de veículos e material de construção, que mostraram altas de 2,8% e 1,8%, respectivamente, indicando que os segmentos atrelados à confiança e ao crédito têm tido desempenho mais robusto que aqueles dependentes da renda.

Já as vendas reais do comércio varejista restrita recuaram 0,5% na passagem de julho para agosto, na série com ajuste sazonal, conforme divulgado na quarta-feira (11) pelo IBGE. O resultado ficou abaixo da expectativa do Bradesco e da mediana das projeções do mercado, que apontavam para alta de 0,1%. Apesar da queda na margem, as vendas cresceram 3,6% na comparação com o mesmo mês do ano anterior, mantendo a tendência de recuperação da demanda do setor.

A receita nominal apresentou ligeiro recuo de 0,1% ante julho, ainda considerando a série com ajustes sazonais. Setorialmente, sete dos oito segmentos pesquisados registraram retração na margem, com destaque para as quedas de 6,7% das vendas de equipamentos e material para escritório, informática e comunicação e de 3,4% de tecidos, vestuário e calçados. Em contrapartida, as vendas de móveis e eletrodomésticos cresceram 1,7% no período.

Números do mesmo relatório mostram que a pesquisa mensal de serviços e o IBC-Br deverão confirmar a continuidade do crescimento no terceiro trimestre. A saída da deflação nos preços dos alimentos contribuirá para uma ligeira aceleração no IPCA-15 de outubro. A proxy de PIB do Banco Central deverá recuar 0,6% em agosto, devolvendo parte da surpresa altista de julho. No entanto, essa desaceleração é compatível com um crescimento do PIB de 0,3% no terceiro trimestre. Para a inflação, esperamos uma alta de 0,37% no IPCA-15 referente a outubro; a aceleração está atrelada aos preços de alimentação no domicilio, que devem sair da deflação.

 

Tendências de Mercado

Os mercados acionários iniciam a semana em alta. As bolsas asiáticas fecharam o pregão no campo positivo, com exceção de Shanghai, cujo índice recuou 0,2%. As bolsas europeias e os índices futuros dos Estados Unidos operam com ligeira alta. No mercado de divisas, o dólar ganha valor ante as principais moedas dos países desenvolvidos e emergentes, com exceção da libra, que apresenta leve tendência de apreciação.

No mercado de commodities, as cotações do petróleo avançam em meio ao acirramento das tensões no Iraque, que podem afetar as exportações do produto. As cotações das principais commodities agrícolas recuam, com exceção do milho, enquanto os preços dos metais industriais sobem, ainda respondendo aos dados mais positivos da China.

No Brasil, o mercado de juros deve reagir às projeções contidas no relatório Focus, divulgado há pouco pelo Banco Central. Além disso, na agenda doméstica serão conhecidas as informações da balança comercial da última semana.