Alshop
            sexta-feira, 30 de julho de 2010
Pós NRF Big Show
 
02 de fevereiro
Serasa
São Paulo - SP
 
Pós-NRF: um olhar sobre o futuro do varejo
Por Thiago Paes

Alshop promove encontro de executivos do setor varejistas para discutir os principais temas abordados na NRF 2010, ocorrida em janeiro, em Nova York

 

Com aproximadamente 125 executivos presentes, a Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop) realizou na manhã do dia 2 de fevereiro a segunda edição do pós-NRF, no auditório da Serasa Experian, em São Paulo. Após breve abertura do evento feita pelo presidente da Alshop, Nabil Sahyoun, o presidente da Serasa Experian, Ricardo Loureiro, esteve no palco e comentou o bom momento vivido pelo varejo atual, onde o tráfego de informações e realização de investimentos têm sido uma constante no cenário econômico mundial.

E para fomentar este estímulo ao varejo, a Serasa Experian lançou com exclusividade durante o evento uma nova ferramenta de contato junto aos clientes e empresários do setor: o Mosaic Brasil, que consiste em uma metodologia de segmentação de consumidores integrando múltiplos níveis de informação importantes para situar o varejista sobre como e onde deve instalar o seu novo negócio, além de ser importante para a prospecção de novos clientes, localização de estabelecimentos, entre outros fins.

Quanto mais mecanismos em prol do varejo, melhor para os representantes do setor, tendo em vista a realidade apresentada pelo Brasil na economia mundial. “No cenário em que vivemos, apesar da instabilidade financeira de muitas nações, os países emergentes serão sempre importantes para o crescimento global”, comenta Reynaldo Saad, coordenador do Centro de Excelência do Varejo da Deloitte, um dos convidados da pós-NRF, e integrante da comitiva da Alshop na viagem internacional. E segundo dados divulgados em novembro do ano passado pela revista americana The Economist, há a expectativa de o Brasil ser a quinta maior economia mundial até 2014.

O País, como integrante do BRIC, possui as melhores perspectivas neste aspecto, se comparado aos seus companheiros de bloco (Rússia, Índia e China), mantendo uma inflação sob controle; crescimento contínuo da renda real e do volume de crédito; além de possuir grandes investimentos previstos para os próximos anos. Já a China vêm fazendo constantes investimentos em infraestrutura, além de apresentar uma rápida recuperação perante a crise. “Em contrapartida, sofre com inflação alta, colapso na capacidade produtiva, e conta com um varejo fechado para estrangeiros, apesar de sua força”, ressalta Saad.

Tecnologia a serviço do varejo

Grande parte desta força é reiterada pelas condições oferecidas ao consumidor para atraí-lo ao ponto de venda, e a tecnologia é considerada um dos elementos essenciais para a diferenciação e fidelização de clientes, sendo imprescindível à expansão dos negócios. “Dentro disso podemos citar as novas mídias e sistemas existentes, como mobile payment (celulares capazes de efetuar pagamentos de contas); touch screen; 3D; RFID; além das redes sociais, parceiras constantes na relação varejista”, aponta Regiane Relva Romano, diretora da Vip Systems Informática & Consultoria S/C Ltda., que aproveitou para difundir aos presentes uma das grandes novidades tecnológicas já disponíveis no varejo nacional: o Brasil –ID.

“Desde 31 de agosto do ano passado, o Ministério das Ciências e Tecnologia, junto com o Ministério da Fazenda, criou este dispositivo, consistindo em um chip indelével que pode ser preso a um produto, coibindo assim a prática de falsificações, incidência de roubos, entre outros danos”, relata a executiva.

“Um ponto de venda inteligente é aquele que integra múltiplas funções e soluções, por meio de seus diversos canais que são aplicados diretamente no local”, complementa Melissa Szuster Wagman, diretora comercial da PDV Brasil, durante sua apresentação no evento. Com a pluralidade de canais em um estabelecimento comercial, toda marca pode estar em todo o lugar, e muito mais rápido do que era possível somente com o espaço físico, sendo a loja um verdadeiro ponto de informação e convergência de mídias e produtos.

Porém, um dos principais desafios do varejista brasileiro ainda é ter consciência de sua força na economia nacional, e perceber que a implantação de novas tecnologias não deve ser considerado um custo à empresa, mas investimento. Só assim o empresário do setor poderá conscientizar também seu público a respeito de tal importância.

“Falta informação ao consumidor para mostrar seus benefícios agregados aos produtos disponíveis em uma loja, e para ajudar nesse processo, os varejistas podem aplicar a tecnologia em ações de visual merchandising e aberturas de lojas-conceito, por exemplo”, afirma Kathia Yumie Ueda, gerente de marketing da Samsung, uma das executivas convidadas para participar da mesa redonda comandada pelo presidente da Alshop, Nabil Sahyoun, na parte final da pós-NRF 2010.

Novos mecanismos que fazem a diferença no ponto de venda. “Já há vários anos usamos em nossas unidades de alguns recursos tecnológicos, como é o caso do espelho digital, onde o cliente consegue viver uma experiência de compra diferenciada, podendo experimentar um óculos, por exemplo, e automaticamente já ter uma imagem de como o produto ficou em seu rosto disponível em seu e-mail”, diz o diretor da rede de lojas de complementos e acessórios Chilli Beans, Mário Ponci Neto.

Sustentabilidade: preocupação permanente

Outro ponto de destaque abordado por Melissa diz respeito à sustentabilidade no varejo, e à adesão por parte dos consumidores. “Até 2007, cerca de 11% dos consumidores se interessavam pelo tema, e agora esta procura saltou para 37%, o que motiva as empresas a buscarem formas de estarem cada vez mais inseridas neste contexto, até para poderem conscientizar ainda mais indivíduos”, diz a diretora comercial. Nem todas as ações sustentáveis requer grandes investimentos, e alguns passos já estão sendo dados em busca de uma maior atuação do varejo neste aspecto, com empresas já engajando-se neste caráter ambiental, a partir de “construções verdes”, como é o caso do Walmart, Banco Real, Mc Donald’s, entre outros.

A preocupação com o meio ambiente é um caminho sem volta no dia-a-dia varejista, e algumas empresas já estão inseridas neste contexto há diversos anos. “Ainda em 2001, durante a nossa primeira empreitada comercial na América do Norte, tivemos que nos adequar à sustentabilidade, e este item acabou sendo uma prática adequada posteriormente para todas as nossas lojas”, conclui Bráulio Bacchi, diretor-proprietário da rede de móveis e decoração Artefacto, comprovando a importância de tal preocupação para o varejo.

Até 2011, na 100ª NRF – National Retail Federation, mais uma edição que contará com a presença da Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop)!

         

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