Recente pesquisa, divulgada pela Ipsos, mostra que quatro em cada dez americanos estão dispostos a pagar mais por produtos menos ofensivos ao meio ambiente. O levantamento revela ainda que 34% das pessoas não ligam para a procedência do produto na hora da compra.
Compreender os novos comportamentos de compra dos chamados consumidores verdes tem sido há alguns anos tarefa das mais inquietantes. “O que pensam?”, “O que buscam?” e “O que escolhem?” são os questionamentos que podem mapear não só as preferências, mas também o que pode fazê-los, por exemplo, optar por determinada marca, mesmo que outra ofereça produtos similares. Qual o grau de percepção que os consumidores têm do tema? Como decidem?
Traçar os perfis de consumidores verdes não é novidade, um estudo da Roper Starch Worldwide e a Green Gauge, de 1997, distingue cinco tipos, do mais ao menos verde, definindo-os de acordo com sua postura em relação ao meio ambiente, mas também diferenciando-os sobre até quanto estariam dispostos a pagar mais por tais produtos.
Basicamente, concluiu-se que embora estejam dispostos a pagar mais, ainda faltam a eles mais informações sobre o produto. Há um desconhecimento geral sobre quais as diferenças, entre ecológicos, verdes, sustentáveis e orgânicos. Além disso, muitos consumidores desconfiam no que as marcas divulgam.
A SustentaX define como, minimamente, sustentável um produto que seja desejado que não faça mal à saúde, que tenha qualidade assegurada e fabricado por empresa com responsabilidades social, ambiental e com ética na comunicação.
O que falta para aumentar o número de consumidores verdes, que podemos entender aqui por aquele que, primeiramente, pensa no seu bolso, na saúde da sua família, e também nas condições dos que fabricam e ainda no meio ambiente, por sistemas eficientes de economia e descarte correto, por exemplo?
O que sua empresa pode fazer para conquistar consumidores que cada vez exigem mais responsabilidade, ética e transparência no relacionamento com seus fornecedores e prestadores de serviço? Aqui vão algumas dicas:
• demonstre a sustentabilidade de produtos pela rotulagem ambiental: Selo Procel, FSC, Cerflor e Selo SustentaX
• invista na comunicação responsável com o consumidor: ajude-os na decisão de compra pela comunicação dos reais diferenciais de sustentabilidade dos produtos
• não destaque apenas os aspectos ambientais do produto mas mostre, principalmente, os benefícios à saúde
• não divulgue apenas alterações realizadas para atender legislações isso já não é mais convincente, é obrigação!
• inove e diferencie-se mostrando ao seu cliente de forma clara e explícita o que você faz para a saúde dele e para a construção de um mundo melhor, sem violência, com mais educação, mais limpo...
Lembre-se de que o foco tem que ser nas pessoas e não no meio ambiente apenas!
O consumidor verde é aquele que questiona, que busca informações e que, principalmente, está atento à postura da empresa. Quanto mais sustentável ela for e conseguir materializar este direcionamento ao consumidor, mais chances terá de se tornar referência na compra e em valor à sociedade.