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Empreendedorismo
23/6/2010
Só a verdade ofende

Querida(o) Amiga(o),

Aos 24 anos, a frente de um exército de 40 mil brancaleones mal nutridos, mal vestidos e mal equipados, sem nenhum moral, Napoleão desenvolve uma atividade espantosa, vence diversas batalhas na Itália, em apenas um ano captura 160 mil prisioneiros, dois mil canhões e 170 bandeiras e vence a guerra contra a Áustria, coisa que o principal exército da França não foi capaz de fazer com sua estratégia e maneira tradicional de pensar. Napoleão Bonaparte foi o cara.

Profundamente amado e odiado em vida e até os dias de hoje, Napoleão é visto por muitos como um ditador maluco que matou, invadiu e roubou em nome de ideais megalomaniacos e desumanos, e por outros como um verdadeiro revolucionário estrategista que lutou ao lado do povo, pelos ideais da revolução francesa, e criou museus, pontes, hospitais modernos, bancos, instituiu a Escola Pública para todos os cidadãos, e lançou o primeiro Código Civil a ter um êxito sem precedentes para milhões de pessoas. Até hoje, o Código Civil criado por Napoleão é utilizado por vários países em todo o mundo. Em 1804, a França já tinha a lei do divórcio. O Brasil só foi ter algo parecido em 1977!

"Mostre-me uma família de leitores, e lhe mostrarei o povo que dirigirá o mundo." Napoleão não abaixava a cabeça para ninguém, muito menos para a igreja ou para o papa. Quando da sua coroação como imperador, Napoleão chamou o papa para abençoá-lo - hábito comum naquela época - , mas não permitiu que Pio VII colocasse a coroa em sua cabeça. Napoleão, de costas para o papa, corou-se a si mesmo, mostrando que não se submetia as leis de ninguém, muito menos as leis da igreja. "A religião é uma excelente invenção da humanidade para manter as pessoas comuns quietas. Não é possível governar pessoas que não acreditam em Deus. Por isso, devemos matá-las."

Segundo Paul Johnson, famoso historiador inglês, depois de Jesus Cristo, Napoleão é o indivíduo sobre quem existe o maior número de livros publicados. Os editores acreditam ser mais provável vender um livro sobre Napoleão simplesmente pelo tema, do que qualquer outra biografia.

Por sua incrível energia para liderar as pessoas, Napoleão é tema de aula na Harvard Business School. Por sua incrível capacidade política, Napoleão foi lido por Getúlio Vargas, Juscelino Kubischeck, e com toda certeza Barack Obama e Bin Laden. Por sua inigualável capacidade de oratória, você encontra centenas de máximas de Napoleão em todos os livros mais vendidos desde auto-ajuda até negócios. Todas as academias das forças armadas estudam até hoje as estratégias que Napoleão usou nas batalhas que participou. "Eu posso ter perdido uma batalha, mas eu nunca perdi um minuto."

Napoleão revolucionou as estratégias de guerra. Antes dele, os exércitos se enfrentavam que nem os peões se enfrentam no xadrez. Um de frente para o outro. No xadrez, o peão não pode andar na diagonal como o bispo, ou dar saltos como o cavalo ou ir longe como uma torre. No xadrez, o peão anda sempre em frente, rumo ao poder de fogo do inimigo, sendo muitas vezes sacrificado para que o exército ganhe terreno. Por que isso acontece no xadrez? Porque o xadrez é um espelho das estratégias de guerra que se conhecia na época que foi inventado.

Eu acredito que você já deva ter visto algum filme de guerra que mostra os soldadinhos de um determinado exército avançando sempre em frente, mesmo sabendo que na frente deles tem outros soldadinhos do exército inimigo melhor armados e prontos para abatê-los. Você já deve ter se perguntado: Por que os soldadinhos, mesmo sabendo que vão morrer, continuam em frente? Bem, Napoleão resolveu fazer essa pergunta, e mudar tudo. Napoleão, como um bom líder e empreendedor, questionava tudo. Mudava tudo.

A estratégia de Napoleão era simples. Ao invés de posicionar os seus soldadinhos frente a frente com o exército inimigo, como acontece em um tabuleiro de xadrez, Napoleão identificava um ponto débil nas linhas inimigas e concentrava com habilidade todos os seus soldadinhos neste ponto, dividindo as forças adversárias para abatê-las uma de cada vez. Dessa maneira, exércitos muito maiores e mais bem organizados perdiam sua força, e por falta de comunicação, e falta de novas idéias para enfrentar as novas idéias de Napoleão, sucumbiam perante o grande guerreiro francês.

Napoleão era tarado por inovações. Ele estava sempre atrás da Próxima Grande Coisa que poderia colocá-lo a frente da concorrência. Napoleão foi o primeiro a utilizar o primeiro sistema de telecomunicações do mundo, o semáforo de Chappe. Era também um mestre e tanto no uso da espionagem e ardis, bem como demonstrava ser possuidor de um incomum instinto para saber onde, quando e como atacar.

Napoleão fazia a concorrência jogar o seu jogo. Ele atraia o inimigo para um terreno que ele escolhia, posicionava - com antecedência - o exército como ele queria, e iniciava a guerra quando lhe era do agrado. Na hora do combate, ele agia como um guerrilheiro, era mestre em tocar o caos na guerra, e isso deixava os inimigos perdidos.

A tática era também simples: uma nuvem de soldados atirando a esmo progredia sem ordem definida, esgotando o inimigo pelo fogo cerrado. A infantaria atacava depois, abalando as linhas inimigas pela massa. A cavalaria era usada para romper as forças inimigas em pedaços e perseguir os fugitivos. A velocidade era considerada por Bonaparte como elemento essencial: segundo ele, a rapidez nas manobras permitia multiplicar “massa por velocidade”.

Napoleão reinou por 15 anos. Nos primeiros anos foi um exímio planejador, inovador, estrategista, comunicador e líder. Preocupou-se com o criação de uma equipe de staff coesa e o desenvolvimento do país através de iniciativas sociais e culturais. A partir da segunda parte do seu reinado, parece que se esqueceu dos próprios ensinamentos que propagou.

Ao chegar no topo do mundo, ele parou de confiar nas pessoas, inclusive nos membros da sua família. "Se você não está comigo, você está contra mim.". O planejamento parou de existir. A espionagem foi para o saco. As reuniões com o staff sumiram. Análise de mercado e pesquisa de satisfação de clientes nem pensar. Sem os fundamentos que criou, Bonaparte entrou em guerrra com a Russia, Espanha e Inglaterra.

Resultado, quebrou a cara. Napoleão entrou em terrenos que desconhecia, guerreou com povos que tinham valores que não entendia. Sob o comando de generais fracos, escolhidos erroneamente por Bonaparte, o grande exército francês tão temido em todo o continente, sofreu perdas irreparáveis. Bonaparte foi deposto e exilado. Sobre os seus generais, Napoleão tinha uma opinião muito clara: "Não existem soldados ruins. O que existe são oficiais ruins, que não sabem liderar seus homens."

Por outro lado, Napoleão também tinha uma opinião muito clara sobre o seus funcionários: "Em última análise, é preciso ser militar para governar, é só com botas e esporas que se governa um cavalo!" Napoleão foi o cara.

Exilado, isolado, deportado, Napoleão resolve voltar para a França para retomar o poder. Começa o período conhecido como cem dias, os últimos da sua vida a frente de qualquer coisa. As manchetes do jornal "Monitor Universal" mostram claramente o estilo "democrático" que Napoleão usava para lidar com a imprensa.

10 de Março: O Ogro Corso desembarcou em Golfe Juan

11 de Março: O Tigre chegou a Gap

12 de Março: O Monstro dormiu em Grenoble

13 de Março: O Tirano cruzou Lyon

18 de Março: O Usurpador foi visto a sessenta léguas de Paris

19 de Março: Bonaparte galopa, mas nunca entrará em Paris

20 de Março: Napoleão estará amanhã diante de nossas muralhas.

21 de Março: O Imperador chegou a Fontainebleau

22 de Março: Sua Majestade Imperial e Real entrou em seu castelo das Tulherias de permeio a seus leais súditos.

Havia 65 jornais em circulação na França antes de Napoleão chegar ao poder, sobrou apenas quatro enquanto esteve no poder. Napoleão sabia que o poder era um jogo de aparências. Por isso, controlava como ninguém tudo que aparecia na mídia. “Por acaso o próprio sol não tem lá suas manchas?” Napoleão.

A França está no nosso dia-a-dia. Você não passa um dia sequer da sua vida sem pronunciar uma palavra do belo francês. Quer ver algumas? Garçon, tricot, écharpe, vernissage, restaurant, filet, manchette, soutien, abajour, lingerie, menu, garagem, elite, greve, glamurosa, glacê, bijouteria, chofer, champanhe, conhaque, perfume, conduta. Dos ideais humanitários da revolução francesa, até as fantásticas histórias de Victor Hugo e Alexandre Dumas, passando pela beleza de Brigitte Bardot até a filosofia de Jean Paul Sartre, a França é um terreno sempre fértil de extrema sabedoria, beleza e Vida.

Nós estamos vivendo nesse momento o Ano da França no Brasil. De 21 de Abril a 15 de Novembro de 2009, o Brasil homenageia a França através de dezenas de eventos que mostram a França que tanto fez pela humanidade em tantos campos de atuação.

Lembrar Napoleão é uma minha maneira de homenagear tão grandioso país.

Viva La Revolución!

NADA MENOS QUE ISSO INTERESSA.

QUEBRA TUDO! Foi para isso que eu vim! E você?

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Ricardo Jordão

Ricardo Jordão Magalhães, 40 anos, Fundador e Presidente da BIZREVOLUTION, possui mais de 20 anos de experiência e atuação na indústria de tecnologia como Diretor de Marketing em empresas líderes de mercado como Brasoftware e Tech Data Brasil que ele ajudou a construir do zero e conquistar mercados.

É formado em administração de marketing pela ESPM com extensão em marketing pela Kellogg University nos EUA.

Durante a sua carreira profissional, Ricardo Jordão desenvolveu um conjunto de idéias revolucionárias que comprovadamente transformam estratégias de negócios em resultados positivos.

Autor de mais de 8.000 páginas de artigos sobre a nova Revolução nos Negócios que nos últimos quatro anos foram distribuídos semanalmente gratuitamente para mais de 1.000.000 pessoas por todo o Brasil. Autor do livro “QUEBRA TUDO! Foi para isso que eu vim! E Você?” lançado em Maio de 2005.

Site do Autor: www.bizrevolution.com.br
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