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Empreendedorismo
8/6/2010
O revolucionário prazer de pensar por si mesmo

Querida(o) Amiga(o),

Você pode afirmar que trabalha em um lugar onde todos os funcionários agem como parceiros, empreendedores e donos da empresa?

A verdadeira revolução na maneira de trabalhar está em transformar todo funcionário em um verdadeiro profissional empreendedor. Nada menos que isso interessa. Os judeus tem um ensinamento muito bacana que diz o seguinte, "Se você tem apenas duas alternativas na vida, escolha a terceira", ou seja, sempre há uma terceira alternativa, sempre. Quando não há uma aparente terceira alternativa é porque fomos preguiçosos demais para pesquisá-la. Fomos pouco empreendedores.

Ter a consciência que sempre existe uma terceira opção nos permite recusar a escolher apenas entre duas opções geralmente opostas, mudar ou não mudar, seguir ou ficar parado, quebrar ou manter, subir ou descer, amar ou odiar e por aí vai. Uma pessoa é trazida a julgamento por roubo a mão armada, o juiz lhe pergunta, "Você se considera culpado ou inocente?", "Eu estou com fome e desempregado", responde o cidadão.

A verdadeira revolução nas empresas está em conseguir desenvolver um grande número de funcionários com esse espírito de tomar decisões depois de analisar alternativas que aparentemente não existem.

A falta de empreendedorismo começa em casa e termina nas melhores escolas. Na faculdade, depois de muito estudar para entrar na melhor das melhores, o cidadão sai de lá com a atitude arrogante de quem já sabe o que é certo e o que é errado. A pior das escolas não produz nada que vale a pena mencionar, por outro lado, as melhores escolas estão criando tipos que dizem "Você tem um problema. Eu sou um especialista treinado, então cale a boca e escute o que eu tenho a dizer. "

O revolucionário prazer de pensar por si mesmo requer que você tenha uma filosofia de vida própria, forjada por você mesmo, independente dos livros que leu, professores que teve, e empresas que trabalhou. Tal revolucionário modo de viver não pode existir sem colocar em prática o seu revolucionário modo de pensar. Se você quer mudar alguma coisa, a vida prática precisa ser baseada em uma teoria, forjada na sua vida prática.

Trabalhos e tarefas complexas - praticamente tudo que move o mundo nos dias de hoje - não podem ser realizados com sucesso por funcionários transeuntes, esse tipo de gente que não se engaja de corpo e alma, cérebro e coração com o que faz. Somente quando o funcionário sente que é dono do seu trabalho atual e age como tal, é que ele conseguirá desenvolver tarefas complexas, e não precisará se preocupar com estabilidade ou sobre qual será o seu próximo trabalho. E isso, depende apenas da vontade pessoal do funcionário, por mais que ele diga que não.

O programa Profissão Repórter da Rede Globo de 28 de Abril do ano passado teve como tema central a crise econômica mundial. Entre várias histórias que o programa mostrou, a entrevista com Edgar Solano, empresário brasileiro da indústria de auto peças me chamou a atenção. O programa escolheu Edgar porque ele é um dos muitos empresários brasileiros sendo obrigados a demitir funcionários por falta de vendas. "Como você se sente ao demitir os seus funcionários", perguntou o programa, "Eu me sinto muito mal, é um sentimento terrível. Os meus funcionários são pais de família. Eu sei que nesse momento existem dezenas de crianças chorando porque seus pais estão desempregados".

"Eu não gosto nem de vir aqui (chão da fábrica da empresa), fico triste ao ver todo o investimento que fizemos parado sem dar resultado", e a repórter completou, "Esse tipo de coisa (demissão) já aconteceu com o senhor?", ele respondeu, "Não, nunca fui demitido. Eu entrei em uma empresa como office boy aos 14 anos, e sai de lá como sócio".

Todas as empresas do mundo precisam apenas de dois tipos de profissionais: vendedores de verdade, para aumentar as vendas, manter, reter, criar novos negócios; e profissionais operacionais de verdade, para fazer acontecer, entregar, cumprir as promessas que os vendedores fazem. Ponto.

Entenda por vendedores de verdade todo profissional que realmente está dedicado a gerar receitas para a empresa. Nem sempre são os próprios vendedores. Me refiro a todo profissional que se coloca na linha de frente da empresa, e traz negócios para a empresa em que trabalha.

Ou você vende ou você operacionaliza as vendas. O papel do gerente está sendo substituido gradualmente ou geometricamente pelos sistemas de ERP, CRM, Business Intelligence, Database, Comércio Eletrônico, Twitter, Blogs, E-mail Marketing e outras revolucionárias ferramentas de tecnologia. Uma vez que a tecnologia esteja presente na empresa, aquele que operacionaliza as coisas não tem mais a necessidade de perguntar para o gerente da empresa se pode ou não dar descontos em produtos. Ele pergunta para o sistema. Uma vez que a tecnologia esteja funcionando, o vendedor de verdade (seres humanos pensantes que estudam negócios) pergunta para o sistema onde quando e por que os produtos que vendeu serão entregues. Ele não precisa consultar os gerentes, os diplomatas da burocracia.

A figura do gerente se faz presente em lugares onde ainda ninguém parou para avaliar o verdadeiro valor que o cidadão traz para a empresa nos últimos meses ou ano. Quando alguém parar para avaliar, irá descobrir que se customizarmos o sistema em 5%, poderemos cortar 50% dos gerentes.

"Há um ano eu contratei um desenvolvedor de software na India para fazer o meu trabalho. Eu paguei a ele US$ 12 mil para fazer o trabalho que me pagam US$ 67 mil para fazer. Ele está feliz em ter o trabalho. Eu estou feliz porque tenho que trabalhar apenas 90 minutos por dia (eu ainda tenho que participar de reuniões, e gastar alguns minutos por dia falando com o meu colega na India), o resto do meu tempo o meu chefe pensa que eu estou controlando algo. Eles estão felizes porque consegui reduzir os custos e por isso não questionam nada além disso. Agora eu estou pensando em conseguir um segundo trabalho e fazer a mesma coisa.", de um post recente no fórum da BusinessWeek sobre o estado atual da gestão das empresas.

A Zappos, a mais badalada empresa de comércio eletrônico dos EUA, figurinha carimbada em vários posts no web site da BIZREVOLUTION (procure por ZAPPOS), tem a seguinte posição sobre a dupla Vendedores e Operações no modelo de negócios deles. "A nossa visão é que em três anos, todos os nossos novos funcionários serão pessoas operacionais com pouca ou quase nenhuma experiência ou formação acadêmica. Nós vamos treinar todos eles, prover programas de mentores e fornecer tecnologia adequada para que dentro de cinco anos, eles possam se tornar líderes completos dentro da empresa". Tony Hsieh, Presidente da Zappos, Maio de 2009.

O que nós sabemos sobre gerenciamento da imaginação humana? Quase nada.

Entretanto, existe um tipo de empresa, que troca imaginação por dinheiro todos os dias, de onde podemos aprender muita coisa. São as chamadas empresas de serviços profissionais. São os consultores, designers, agências de marketing, propaganda, auditores, profissionais da contabilidade, advogados, médicos, engenheiros, editoras, jornalistas que todos os dias precisam criar algo novo para trocar por dinheiro. Como eles fazem isso sem deixar-se levar pelo que já sabem e viver dos louros do passado?

Eles fazem muitas coisas, entre elas: (1) eles trabalham em grupos, de dois, três, as vezes quinze, ou dezenas e centenas de pessoas. (2) Todas as atividades são organizadas por projetos de duração limitada. Ninguém é gerente de nada por muito tempo, todos precisam provar o seu valor a cada projeto realizado. Equipes são formadas e desmontadas informalmente. (3) Cada indivíduo é responsável direto por manter as suas habilidades up-to-date com o que existe de mais inovador no planeta. (4) Praticamente não existe gestão e controles top-down, a hierarquia é mínima.

Perguntas: Os funcionários que operam na base do preto no branco estão preparados para trabalhar nesse novo mundo colaborativo? Os gerentes que tercerizam tudo que fazem estão preparados para trabalhar no mundo onde cada vez mais temos que pensar por nós mesmos? "Os profissionais do século 21 precisam largar a premissa que diz que o mundo é previsível e mover-se para uma realidade onde as coisas são cheias de ambiguidades e irão continuar dessa maneira sem qualquer previsão de mudanças." Joan Caruso, BusinessWeek, hoje.

NADA MENOS QUE ISSO INTERESSA!

QUEBRA TUDO! Foi para isso que eu vim. E você?

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Ricardo Jordão

Ricardo Jordão Magalhães, 40 anos, Fundador e Presidente da BIZREVOLUTION, possui mais de 20 anos de experiência e atuação na indústria de tecnologia como Diretor de Marketing em empresas líderes de mercado como Brasoftware e Tech Data Brasil que ele ajudou a construir do zero e conquistar mercados.

É formado em administração de marketing pela ESPM com extensão em marketing pela Kellogg University nos EUA.

Durante a sua carreira profissional, Ricardo Jordão desenvolveu um conjunto de idéias revolucionárias que comprovadamente transformam estratégias de negócios em resultados positivos.

Autor de mais de 8.000 páginas de artigos sobre a nova Revolução nos Negócios que nos últimos quatro anos foram distribuídos semanalmente gratuitamente para mais de 1.000.000 pessoas por todo o Brasil. Autor do livro “QUEBRA TUDO! Foi para isso que eu vim! E Você?” lançado em Maio de 2005.

Site do Autor: www.bizrevolution.com.br
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